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Autor: Carlos Alberto - Data: 25/03/2017 13:03

Manifestantes criticam, na feira livre de Guaxupé, o texto da "Reforma Previdenciária"

Contrários ao conteúdo do texto, os manifestantes utilizam cartazes, faixas e gritos de ordem, a fim de sensibilizar a população
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Professores, estudantes, representantes da 57ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil e cidadãos, em geral, promovem um protesto na Feira Livre de Guaxupé, nesta manhã de sábado, 25 de março, contra a Reforma Previdenciária, proposta pelo governo federal, para votação do Congresso Nacional. Contrários ao conteúdo do texto, os manifestantes utilizam cartazes, faixas e gritos de ordem, a fim de sensibilizar a população. Convencidos de que as mudanças prejudicarão drasticamente aos trabalhadores, no que diz respeito aos direitos para aposentadoria, os participantes atuam como formadores de opinião, com o propósito de mobilizarem a população e esta externar sua insatisfação entre seus deputados e senadores.

A manifestação conta com a participação de dezenas de educadores, os quais expõem suas ideias via aparelhagem de som montada na Feira: “O problema desta proposta, em primeiro lugar, é que ela atinge praticamente a todos os trabalhadores. Não é uma questão de grupo, professores ou partidária. Não é nada disso! Os direitos que temos hoje foram conseguidos historicamente com muita luta! Nunca foi algo que ‘caiu pronto, do céu’! O povo lutou, foi para a rua, apanhou e muita gente morreu, sendo que hoje querem tirar direitos, por exemplo, como a aposentadoria! Pela nova proposta, fica praticamente inviável a pessoa se aposentar. Notem como isto é sério! A pessoa continuará trabalhando, contribuindo, mas depois não terá direito de receber. As pessoas chegarão numa idade avançada, de repente até sem condições de saúde, mas terão que continuar trabalhando”, comentou o professor José Oséias Motta, da Escola Estadual Dr. André Cortez Granero (Polivamente).

Numa semana de adesões declaradas, os membros da OAB guaxupeana reforçam o movimento: “Nossa intenção é conscientizar cada vez mais a população guaxupeana a respeito dos temas relacionados ao texto da ‘Reforma’. Entre elas, a idade mínima para se aposentar será de 65 anos e homens e mulheres trabalhando 49 anos para ter direito integral. Outra é que o trabalhador rural será equiparado aos urbanos em questão de requisitos para se aposentarem. Outra drástica é igualar as idades entre homens e mulheres. Hoje, a mulher, por ter jornada dupla, merece se aposentar mais cedo do que o homem. Mas, o texto da reforma quer retirar o direito das mulheres. Outra medida é fazer os professores, que também têm direito de se aposentarem cinco anos mais cedo, a ter de trabalhar também a mesma quantidade de tempo que os demais trabalhadores", afirmou o advogado Carlos Ferreira da Silva, da Comissão dos Direitos Previdenciários da OAB de Guaxupé.

Apesar de bastante movimentada, a mobilização encontra-se pacífica, com acompanhamento por parte da Polícia Militar: “Estamos acompanhando o movimento, que está tranquilo, graças a Deus. Qualquer cidadão tem a livre vontade e o dever de procurar seus direitos, manifestar dentro das normas, sem baderna”, disse o sargento Martim, da 79ª Cia. Especial PM/MG. Ainda sobre este assunto, nesta sexta-feira foi realizado um encontro no Polivalente, com a participação de professores, alunos, familiares e integrantes da Diocese de Guaxupé. Na ocasião, foi intensificado o objetivo de manifestação contínua contra a Reforma: “A ideia primeira é parar (as aulas, que não ocorrem desde a semana passada no Poli) até o dia 28, quando teremos uma assembleia, a fim de ouvir a opinião de todos. Se coseguirmos isto, logicamente as aulas voltam, pois teremos conseguido nosso propósito. Mas, se for preciso mais luta, vamos lutar! Às vezes, a impressão que dá é que trata-se de algo prejudicial: ‘As crianças estão sem aula, estão perdendo...!”. Não, pois estas aulas serão repostas e é uma luta onde, de repente, estamos perdendo alguns dias agora, mas para ganharmos anos de direitos. Então, é algo necessário”, complementou o professor Oséias.

De acordo com as declarações dos participantes, o objetivo é dar continuidade aos protestos: “Nós participaremos de outros programas, estamos divulgando uma carta aberta com todos os detalhes relacionados a esta proposta, de forma didática e acessível ao povo guaxupeano, para que tomem conhecimento desta proposta, que prejudica a todos os brasileiros. E nossa intenção, além disto, é trazer uma dica prática sobre o que o povo guaxupeano pode fazer: podem mandar mensagens a deputados e senadores, via emails e redes sociais, questionando o posicionamento deles a respeito desta proposta, se são favoráveis ou contrários. Nós sabemos que não responderão todas as mensagens, mas o objetivo é que eles, através dos meios de comunicação, saibam que a população guaxupeana está questionando-os. Quem sabe, assim, eles repensem seu voto e votem ‘não’ à reforma da Previdência”, complementou o advogado Carlos Ferreira.

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