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Autor: Carlos Alberto - Data: 30/03/2017 19:07

Violência em Guaxupé coloca trabalhadores atrás das grades

Eles são honestos, trabalhadores e respeitam ao próximo. Porém, são obrigados a se trancarem em seus locais de trabalho, a fim de evitar assaltos (Entrevistas: Aline Fernandes / Imagens: Waddy Carneiro / Texto: Carlos Alberto)
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A onda de violência ocorrente em Guaxupé, representada por assaltos à mão armada, ameaças, furtos residenciais e em comércio, além do tráfico de drogas e outros, tem resultado numa verdadeira inversão de valores. Apesar das eficácias das polícias Civil e Militar, a sequência de delitos está fazendo com que as grades, com trancas e outros sistemas de segurança, sejam cada vez mais adotadas por trabalhadores, a fim de evitar prejuízos financeiros e, às vezes, até lesões físicas e emocionais. Nesta matéria, o público do Jornal JOGO SÉRIO constatará que muitos comerciantes preferem ficar trancados em vez de manter suas portas abertas, como normalmente deveria ser.

“No final do ano passado, chegaram rapazes armados, entraram e nos roubaram. Então, achamos que o melhor seria fazer esta prevenção, pois estamos num local de trabalho e não sabemos o que pode acontecer. Para nós, a grade não atrapalhou, apesar de que o cliente fica meio assim... a gente, então, explica logo o motivo e ele mesmo sente-se mais seguro”, ressaltou a comerciária Juliana, da Régis Estruturas Metálicas, que fica no Pólo Industrial. Apesar do clima de prisão, a jovem enfatiza: “É complicado... ninguém quer vir ao trabalho para ficar preso, com os criminosos lá fora fazendo o que querem. Só que, infelizmente, esta é a única forma que temos, né?!”, ironizou a trabalhadora.

Já em plena área central da cidade, a mesma sensação de intranquilidade toma conta dos empresários. Marina Russo Pasqua, do Olympia Eventos, saiu à frente e instalou grades na porta de entrada antes de ser assaltada: “Colocamos porque nesta rua já ocorreram dois assaltos residenciais, além de que, de manhã, minha funcionária fica sozinha e, enfim, prefiro prevenir de que remediar. Não quero nenhum tipo de aborrecimento... sou mulher e, infelizmente, passam pessoas na rua e ficam olhando para a gente... então, preciso visar à segurança de todos nós, que colocamos grade aqui já no primeiro mês de funcionamento”, expressou-se ela. Ciente de que até há um passado recente nada disso era preciso, a empreendedora desabafa: “Eu nasci em Guaxupé, nunca passei por isto; meu marido nasceu nesta rua, tendo crescido em clima tranquilo, mas nossos filhos não podem brincar na rua. Hoje, as pessoas de bem ficam trancada e os criminosos na rua. É péssimo, mas é a realidade!”, complementou ela.

As grades e mudanças de hábitos, em favor da própria segurança, têm sido adotadas nos mais diversos segmentos, como o cabeleireiro Bruno Teixeira Izidoro, da Rua Custódio Ribeiro Sobrinho, que lacrou seu salão de beleza, com o objetivo de viabilizar segurança aos cliente e a si mesmo. Apesar do constrangimento de viver preso o dia todo, ele sabe que desta forma terá menos complicações do que se mantivesse as portas abertas, como pretendia: “Eu coloquei para obter segurança, pois às vezes fico até tarde com os cliente e sinto-me inseguro, pois passam rapazes de bicicleta, ficam olhando para cá e, então, decidi colocar a grade. É um sentimento de indignação, pois coloco o cadeado e fico trancado o dia inteiro aqui”, lamentou o profissional. Conforme o Jornal JOGO SÉRIO tem divulgado, Guaxupé registra, nos últimos dias, crimes diários de roubos, furtos, ameaças e outros.

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