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Autor: Carlos Alberto - Data: 19/04/2018 17:26

Nem o déficit orçamentário impede a Casa da Criança de lutar pelos jovens

O presidente Florindo Smargiassi e funcionários administrativos da entidade, onde as dificuldades são grandes, mas o amor pela causa é maior
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A Casa da Criança de Guaxupé tem operado em constante dificuldade financeira, haja vista que os repasses dos governos municipal, estadual e federal são insuficientes para custear as despesas com o atendimento a crianças e adolescentes. Mesmo assim, a direção da entidade não para de criar projetos em favor de seu público-alvo, como a reativação do programa "Guarda Mirim", criado na década de 80, pelo ex-diretor da instituição, Delzio Musarra, mas que já não funcionava regularmente há um bom tempo.
O Programa Jovem Aprendiz consta de uma parceria entre a "Casa" e empresas da iniciativa privada, onde os menores passam determinadas horas de trabalho, ao mesmo tempo em que são incentivados a aplicarem-se nos estudos: "Devem andar juntos os dois, pois sem trabalho e estudo não se chega a lugar algum. Por isto, nosso objetivo é conquistar cada vez mais empresários para que tenhamos sucesso. Não é segredo para ninguém a quantidade de pessoas, hoje bem sucedidas, que participaram do programa, na época do ser. Delzio", comentou o presidente da Casa da Criança, Florindo Smargiassi.

De acordo com o novo formato, a Guarda Mirim começará pela realização de cursos dentro da própria Casa da Criança: "A Casa dará cursos, por meio de uma coordenadora, a qual além de capacitar os adolescentes, visitará as empresas para firmar parcerias. Após empregados, eles passarão por treinamento no SENAC ou na Academia de Comércio São José", explicou Florindo.

DIFICULDADES CONSTANTES...
Com um déficit mensal de R$ 10 mil/mês, a Casa da Criança atualmente funciona como Casa de Acolhimento, onde atende cerca de quinze menores, enviados ao local pela Vara da Infância e Juventude. Na instituição, os assistidos contam com residência fixa, alimentação e toda assistência necessária (em alguns casos, os menores retornam à família, após autorização da Justiça. Noutros, são adotados também por intervenção judicial).

A entidade não fechou!!!
Até o ano passado, porém, a Casa da Criança atendia cerca de cento e vinte jovens no sistema de contraturno (ocupavam os dias meio turno na Casa e o restante em suas escolas). Sempre admirado pela sociedade, o projeto constava da aplicação de aulas de reforço escolar, desenvolvimento de várias oficinas pedagógico-culturais, alimentação, entre outros cuidados. Contudo, em janeiro deste ano a diretoria suspendeu o referido atendimento, tendo devolvido as crianças ao Município e demitido sete funcionários. Apesar da paralisação deste formato de atencimento, o serviço de Acolhimento foi mantido e continua necessitando do apoio popular.

Ajude a "Casa"
Com uma história de décadas, a Casa da Criança mantém-se, hoje em dia, com recursos do poder público (que são poucos), doações da sociedade civil, parcerias com empresas privadas e eventos, como o bazar de vestuários, calçados e objetos seminovos e outros. Se você está interessado em ajudar, faça depósito a partir de R$ 10,00 no Banco do Brasil (Ag.: 0064-7 / C/c 2598-4) ou na SICCOB ACICREDI (ag.: 4104; C/c: 9873).

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