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Autor: Carlos Alberto - Data: 29/05/2018 11:01

Empresários da construção civil são impedidos de efetuar entregas dentro da cidade

A PM analisará câmeras de segurança para identificar os responsáveis pelo terrorismo. Donos dos estabelecimentos lamentam o fato, pois são favoráveis à manifestação dos caminhoneiros e têm, ao mesmo tempo, que atender à clientela
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Proprietários de casas de materiais de construção em Guaxupé estão sendo ameaçados por pessoas ainda não identificadas, de que seus caminhões serão sequestrados, caso eles efetuem entregas, ainda que no perímetro urbano do Município. A Polícia Militar já foi acionada e trabalha para identificar os responsáveis pelo eventual terrorismo. Supostamente motivado pela paralisação dos caminhoneiros, o clima de tensão provoca medo e frustração, uma vez que os donos das empresas impedidas de exercer suas atividades frisam que são favoráveis à manifestação, iniciada no último dia 21 de maio. Também a Polícia Civil será provocada para investigar os fatos, que até agora não têm autoria declarada.

As ocorrências começaram nesta manhã de terça-feira, 29, quando funcionários da Guaxucabos, no Pólo Industrial, foram abordados por ocupantes de uma caminhonete branca, ainda na porta da empresa, os quais determinaram que os veículos retornassem ao barracão. “Se não obedecêssemos, eles disseram que tomariam o caminhão para levá-lo até onde está ocorrendo a manifestação, no trevo”, afirmou um trabalhador, que não quis se identificar. Pouco depois, na loja Ceará Materiais para Construção, que fica no Jardim Recreio dos Bandeirantes, o episódio se repetiu, mas com intensidade ainda maior: “Meu motorista disse que eles chegaram até com um galão de gasolina, dizendo que se insistíssemos ateariam fogo no caminhão”, lamentou Fátima, dona do estabelecimento. “Desde sexta-feira não fazemos sequer uma entrega e os materiais não chegam também! Nós somos favoráveis à paralisação dos caminhoneiros, que têm suas razões. Mas, daí até nos ameaçar, já é demais”, completou outro empresário, que também pediu para não ser identificado. Na loja Ney Baiano, localizada no Jardim Vera Cruz, e em outras do setor, o mesmo fato foi registrado.

A PM, desde a primeira solicitação, trabalha para identificar aos responsáveis pelas ameaças, sendo que câmeras de monitoramento eletrônico captaram imagens do veículo e seus ocupantes. “Ainda não podemos informar de quem está partindo este ato, mas com a ajuda das câmeras os identificaremos, com certeza”, disse o sargento Odair, logo após atender uma das ocorrências. – Ainda com relação à paralisação dos caminhoneiros, a situação em Guaxupé permanece conforme iniciou, com centenas de veículos à margem das rodovias de acesso a São Pedro da União, Guaranésia, Muzambinho e Tapiratiba. Apesar do governo federal ter cedido a todos os pedidos da classe manifestante, no Brasil as paralisações têm sido mantidas em várias regiões, onde aguarda-se a publicação das promessas feitas pelo presidente Michel Temer. Contudo, há também grupos que entendem ser o momento de continuar o movimento grevista, com vistas a outras conquistas, como a queda de impostos, o fim da corrupção política e outros.

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