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Autor: Carlos Alberto - Data: 06/09/2018 16:55

Francis apura denúncia e encontra sofredores morando em área arborizada no Parque Mogiana

Vítimas das mais distintas situações, os invasores sabem de suas situações, reconhecem a necessidade de serem ajudados, mas nem sempre suas histórias terminam com final feliz
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O vereador Francis Osmar da Silva apurou, nesta semana, denúncias de que mendigos têm utilizado uma área arborizada do Parque Mogiana como moradia. Dedicado às causas sociais, o político em questão constatou a veracidade das informações, tendo visitado o local e se apiedado da situação dos miseráveis. Vitimados pela dependência química, assim como desprovidos do mínimo de dignidade, os invasores interagiram com o legislador, informaram estar cientes de que são presenças indesejáveis, mas expuseram pontos de vista que nem sempre são levados em conta. Ainda na semana passada, na sessão da Câmara, Francis solicitou providências por parte da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, no sentido de que muitos sofredores estão perdendo suas vidas em praças públicas da cidade.
Francis foi informado por cidadãos sobre a ocupação e verificou que pelo menos cinco pessoas “moram” sob um arvoredo entre a antiga “Farmácia Municipal” e a balaústre do Parque Mogiana, que fica na Avenida Felipe Elias Zeitune. No local, o vereador deparou com condições mais do que precárias de vida: “Eles dormem no chão, neste frio, fazem suas refeições em fogareiros sem qualquer higiene, além das necessidades fisiológicas e outros problemas. Como vereador, sei de minhas responsabilidades, mas estou aqui primeiramente como ser humano, que enxerga vida no próximo e não quer apenas ‘jogá-los’ para fora de um lugar público”, lamentou Francis, que tem tentado também auxiliar às pessoas que vivem na praça da Santa Cruz, onde o vereador mora. “Sei das dificuldades de se ajudar pessoas assim, pois a Constituição é bem falha neste sentido. Enfim, daí até ficar vendo-os morrer aos poucos é demais”, complementou.
Entre os habitantes do espaço no Parque Mogiana, alguns conversaram com Francis, o qual lhes propôs ajuda, dizendo que poderia os amparar em instituições sociais, parceiras da municipalidade. Entretanto, o vício no álcool e experiências anteriores lhes fizeram recusar o convite: “A gente sabe que o povo nos odeia, mas estamos aqui quietinhos, sem incomodar ninguém. A maioria de nós já ficou no ‘Bom Pastor’, onde é muito bom, mas a gente sai e cai no vício de novo. É difícil sair, pois já perdemos família, emprego e a dignidade”, reconheceu um dos mendigos. “Meu sonho é me tratar para conseguir uma casinha e trabalhar. A Prefeitura sorteou as casinhas do ‘Monte Verde’, mas muita gente lá não precisa, pois têm casa própria e até está alugando lá. Então, se houvesse mais justiça o poder público poderia nos ajudar sim”, advertiu outro, sóbrio e aparentemente inteirado da vida social guaxupeana.
Francis, que chegou a ir às lágrimas ao deparar com aquela situação, em plena área central de Guaxupé, enfatizou: “Não dá para ficar brincando de fazer políticas públicas. Enquanto esses coitados estão às minguas, quem poderia fazer algo por eles está agora em casas confortáveis. Por isto, é tão difícil ajudar a quem precisa. Mas, enquanto eu estiver com saúde e força, lutarei pelos mais fracos. Sozinho, sou pequeno, mas o Município tem suporte, estrutura e condições de auxiliar não só estas pessoas, mas todos eles. Na Santa Cruz, já perdemos várias pessoas, vítimas do alcoolismo, das drogas, do HIV e por aí vai! Até quando isto vai continuar?”, indagou Francis.

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