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Autor: Carlos Alberto - Data: 02/11/2016 08:50

Estímulo, didática e muita alegria no Halloween do CETA de Guaxupé

Atividade foi ao encontro dos programas de desenvolvimento propostos aos frequentadores
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O Centro de Estimulação, Terapia e Aprendizagem – CETA de Guaxupé – promoveu uma noite especial de Halloween nesta segunda-feira, 31 de outubro, no Bairro Nossa Senhora das Dores, onde funcionam as atividades. Idealizado por dirigentes do local, os quais aproveitaram uma ideia de criança, assistida, o culto ao “Dia das Bruxas” foi realizado em meio a muita alegria e criatividade. Baseada em visitações a residências, o culto das “gostosuras ou travessuras” foi muito bem aceito pela comunidade, que abriu suas casas em atendimento à brincadeira.

O “Dia das Bruxas do CETA” foi iniciado ainda na entidade, onde crianças trajadas a caráter degustaram guloseimas e interagiram até serem convidadas pelas profissionais para visitarem as moradias: “A ideia veio de uma das crianças frequentadoras do CETA. Ele me pediu para ajudá-lo a fazer contato com os amiguinhos e fazer este evento. Achei interessante, conversei com as meninas, que toparam e, então, reunimos as mães, animadas e todas as crianças participaram”, explicou a psicóloga comportamental Luciana Bárbara da Silva, que chamou a atenção à importância da comemoração: “É bom para a questão social, pois há crianças de várias idades, algumas com atraso, outras não. Eles vão aprendendo a lidar com estas culturas e isto ajuda no desenvolvimento”.

Pelas ruas, o grupo bateu de porta em porta, a fim de praticar a cultura original dos EUA, que espalha-se por boa parte do mundo, neste 31 de outubro. A moradora Odete Gonçales Radaeli, por exemplo, preparou doces para a já anuncia recepção (os organizadores do CETA divulgaram a brincadeira antes, entre os moradores): “Fico emocionada por ver estas crianças numa festa assim, uma confraternização! É uma brincadeira que guardarão pelo resto da vida. Me sinto privilegiada por participar”, disse a moradora, que abriu suas portas para a criançada. “Eu tive a iniciativa sim. Na escola de minha prima ia ter uma festa. Aí, eu pensei: ‘Por que não fazer uma aqui também?’. Aí, estou com uma fantasia de zumbi, mas a maquiagem borrou”, disse o assistido João Marcelo Magalhães Barbosa Magno, todo tímido na frente da repórter Aline Fernandes Silva.

Atuantes no cotidiano do CETA, mães de crianças autistas incentivaram o “Dia das Bruxas” na entidade: “Eu acho de suma importância levá-lo ao meio das crianças para que as pessoas entendam um pouco o que o austismo; que não existem dois iguais, que eles têm uma ampla possibilidade. Então, o que a gente precisa é divulgar e mostrá-los para que as pessoas vejam. O Gustavo já conheceu a Luciana antes do CETA existir e fez toda diferença no desenvolvimento dele. Acredito que, quando você já tem um diagnóstico deve procurar profissionais que lhe darão suporte, pois sozinhos a gente não consegue. E, através destes profissionais, hoje o Gustavo é uma criança normal: frequenta escola regular e faz a mesma coisa que todas as crianças fariam. Mas, a intervenção foi fundamental para que ele, hoje, esteja como está”, testemunhou Claudinéia Fonseca, mãe de Gustavo, aluno do Colégio Dom Inácio.

Pioneiras no Município, no que diz respeito à assistência aos portadores de TEA (transtorno do espectro autista), as profissionais do CETA ficaram muito felizes com a boa repercussão do evento: “Sem contar que é uma forma de mostrar à comunidade que estas crianças estão inseridas, participam, por exemplo, de um evento que não é brasileiro, mas hoje a gente confraterniza e, enfim, que eles também participam”, continuou Kátia Nogueira. “E que favorece a inclusão também e as pessoas conhecem mais as crianças. E parem com este preconceito de que a criança com algum tipo de transtorno no neuro-desenvolvimento deve ficar só em casa e não participar de nada!”, complementou a neuro-psicóloga Mayara Leite Carneiro. CLIQUE AQUI e conheça mais sobre o CETA. 

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