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Autor: Carlos Alberto - Data: 02/11/2016 08:59

Em Guaxupé, milhares devem ir aos cemitérios neste Dia de Finados

JOGO SÉRIO esteve nos dois campos santos do Município, onde interagiu com pessoas que, de uma maneira ou outra, participam ativamente da data onde os vivos prestam cultos aos mortos
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Os cemitérios Luis Smargiassi e Parque Alto da Colina, em Guaxupé, deverão receber mais de cinco mil visitações neste Dia de Finados, conforme estatísticas da EMURB, que administra os dois campos santos do Município. Data especial de 2 de novembro, a referida celebração leva pessoas das mais distintas crenças, classes sociais ou de diferentes níveis de entendimentos a homenagear os mortos. O Jornal JOGO SÉRIO esteve nos dois locais, nesta terça-feira (Dia de Todos os Santos), quando fez diferentes tipos de abordagens a pessoas ligadas ao nostálgico e sempre importante ritual.

 “No dia de Finados a movimentação é intensa. Sempre há pessoas visitando diariamente, mas no dia mesmo é o maior movimento mesmo. Há quarenta mil pessoas sepultadas neste cemitério e mais mil no outro”, informou o coordenador dos dois cemitérios, Jurandir Santana, que recebeu, desde o início da semana, um expressivo número de pessoas, entre familiares de sepultados, prestadores de serviços e comerciantes, em geral. “Vim pelas memórias de meus sogros, os avós de minha esposa, os tios e, enfim, os entes queridos. Os que foram para a eternidade deixaram saudades. A gente acredita que só o corpo vai, pois a alma vive. Então, acredito que estão vivos”, comentou o aposentado Pedro Geraldo.

Em meio a sentimentos e recordações, há quem aproveite a data para outros fins, como o prestador de serviços gerais Evandro dos Santos. Conceituado em limpezas gerais, ele foi contratado para dar manutenção em vários túmulos: “Para mim, é uma satisfação muito grande, pois além de estar ocupando a cabeça honestamente, estou presente, fazendo parte das histórias das pessoas, ainda mais num dia especial deste, em que quem se foi nunca sai do coração. Há quatro anos já pratico este trabalho no Cemitério e as pessoas confiam. O pessoal vem procurando com frequência e, para muitos, este tipo de serviço é incomum. Mas, para mim, é como qualquer outro”, disse o rapaz.

Se, por um lado, o Dia de Finados transmite dor e saudade, por outro ele aproxima entes queridos momentaneamente separados e, do ponto de vista cultural, adorna aos cemitérios, com flores e cores: “Essa é uma data, ainda, das poucas que o pessoal guarda, tem o respeito e a gente procura, aqui, sempre servir. Já estou há mais de vinte anos aqui, sempre com as flores, para tornar um pouquinho mais alegre um lugar que, às vezes, nos enche de tristeza”, disse ele, antes de completar, sobre seu negócio, por lá: “Desde os últimos anos, as flores artificiais ganharam mais espaço. Isto, por conta das naturais, não recomendadas em função da dengue. Além de que as artificiais têm uma durabilidade maior. E, aí, a questão da flor, já é variada conforme o gosto e o bolso, para atendermos a todos”, enfatizou o floricultor Laércio Rodrigues de Piza.

Funcionário desde 2005, quando substituiu o então administrador, Gilberto Noronha, Jurandir compreende a importância do Finados: “Já faz onze anos que estou aqui. Para mim, trata-se de uma data importante. Para mim, lembro de meus entes queridos todos os dias. Mas, esta data foi criada para homenagear às pessoas que já partiram e, aí, as pessoas vêm mesmo enfeitar os túmulos e visitar. É uma data importante!”, complementou o dirigente dos campos santos locais.

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