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Autor: Carlos Alberto - Data: 08/02/2018 09:43

Bispo Dom Lanza recebe o JOGO SÉRIO para divulgar a "Campanha da Fraternidade 2018"

O bispo diocesano, Dom José Lanza Neto, conversou com o JOGO SÉRIO na Cúria
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O bispo de Guaxupé, Dom José Lanza Neto, recebeu o Jornal JOGO SÉRIO na Cúria Diocesana, nesta tarde de quarta-feira, 7 de fevereiro, para uma entrevista sobre a Campanha da Fraternidade 2018, que terá como tema “Fraternidade e a Superação da Violência” e o lema “Em Cristo, somos todos irmãos”. Sempre muito sábio, o líder eclesiástico chamou a atenção para o estado crítico da sociedade atual, onde atos violentos, das mais distintas formas, prejudicam o convívio sadio. Junto à reflexão, o religioso destacou a importância de vencer os percalços da vida por meio de atitudes que resultem na evolução do ser humano.

Dom Lanza ficou satisfeito com o tema escolhido pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil: “Como a violência está fazendo parte de nosso cotidiano, por bem, a Igreja escolheu este tema, que é difícil, complexo, pois envolve a todos, enquanto pessoa, sociedade, instituição e o próprio Estado. É um assunto que merece cuidado e empenho, haja vista que chegamos a uma situação onde ninguém pode mais dizer que está seguro e, enquanto fomos criando mecanismos para combater a violência, fomos nos fechando. E o caminho não é este, mas sim superar estes obstáculos”, refletiu Dom Lanza, que lamentou a banalização da violência, disfarçadas pelas várias manifestações de má cultura.

Ciente da responsabilidade da Igreja, o bispo da Diocese de Guaxupé destacou i importância de uma ação integrada principalmente para defender a juventude, tão marginalizada, na opinião do bispo e, ao mesmo tempo, cada vez mais sem chances: “A gente não ouve falar que o jovem está com o livro na mão, que tem oportunidade de trabalhar e estudar, que tem uma família bem estruturada. Então, o jovem é vítima! É este o olhar que precisamos dar à juventude, pois a sociedade precisa, na verdade, ‘bater no peito’ sobre esta omissão. É muito triste ver um adolescente sem oportunidades e argumentarmos que ele não estuda porque não quer. Não é por aí! O jovem sem oportunidades vai em busca do caminho mais fácil, pois as opções ruins das ruas são múltiplas. Por isto, temos de salvaguardar as crianças, os jovens e dar-lhes oportunidades. É só prestarmos atenção sobre a questão universitária, pois somos um país atrasado perante outras nações, neste sentido. É uma pena!”, manifestou-se.

Ainda com relação à violência, Dom Lanza chamou a atenção para os diferentes níveis dela, nas mais diferentes camadas sociais: “A violência não é só aquela que, de pronto, nos assusta, como o assalto, o tiro e tal! O pior é aquela violência silenciosa, que se torna estrutural e a gente não se dá conta. A própria violência embutida na cultura, na religião, dentro da sociedade e no mundo. A mensagem de esperança, sendo assim, deve ser a superação da violência, construindo a paz, a partir de cada atitude, modo de falar, agir e pensar. Às vezes, a agressão maior acaba partindo dos pais e, consequentemente, os filhos revidam. Se a gente muda em casa, na escola, na rua, no trânsito, vai-se superando a violência e construindo a paz, criando uma situação nova e salutar para todos. A superação da violência não é ter uma polícia em cada esquina. É ter a maturidade de que é preciso exercer bem nosso papel na busca pela paz, com gestos pequenos a todo momento. A própria palavra de Deus, no versículo escolhido, diz que irmão não pode agredir irmão e que, na família, é onde devemos cultivar o amor, ainda que isto não seja assim tão fácil”, finalizou Dom Lanza, que à noite, no Unifeg, realizou o lançamento oficial da Campanha da Fraternidade 2018.

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