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Autor: Carlos Alberto - Data: 20/03/2018 09:17

Passar à frente notícia falsa é pior do que compartilhar comida estragada!!!

O título remete à declaração do professor e jornalista Eugenio Bucci, da USP/SP, que foi entrevistado pelo guaxupeano Caetano Cury, da Band FM/SP, nesta terça, sobre as "fake News"
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O radialista Caetano Cury Nardi, de Guaxupé, atuante na Rádio Bandeirantes FM, em São Paulo, entrevistou nesta manhã de terça-feira, 20 de março, o jornalista e professor da ECA/USP, Eugênio Bucci, sobre a quantidade de notícias falsas divulgadas por estes dias, após o assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL/RJ. O tema tem sido cada vez mais pertinente, haja vista que as chamadas “fake News” invadem a internet de forma veloz e catastrófica.  

Todos os dias, usuários da rede mundial de computadores deparam com informações mentirosas sobre artistas, atletas, políticos e pessoas comuns. Se não bastasse a confusão formada na cabeça de quem lê ou assiste, tal prática remete a outro problema grave: quase ninguém está preocupado em checar a fonte antes de disseminar o que recebeu, num tom de “não tenho culpa”, pois “só estou repassando”. E isto, após devastar a vida, a imagem e a trajetória de alguém, quase sempre deixa um estrago irreparável!

O professor Bucci, durante a conversa com Cury, comparou as notícias inverídicas com uma comida estragada, tendo ele indagado: “Se alguém lhe passa uma comida estragada, você passa adiante, para as pessoas se envenenarem? Se a pessoa não faz isto com a comida, nunca deveria fazer com a informação, que pode ter efeitos trágicos. Então, informação estragada é pior do que comida estragada. A comida estragada fará mal para uma ou duas pessoas, mas uma informação mal intencionada vai fazer mal, rapidamente, para um país inteiro”, afirmou o entrevistado da “Band”.

A comparação feita pelo professor Eugenio, sem sombra de dúvidas, deve ser levada muito a sério pelos internautas, pois quem não se lembra do massacre contra Fabiane Maria de Jesus, em maio de 2014, no Guarujá (SP), quando ela foi espancada até a morte por boatos na “net”, de que era sequestradora e praticava bruxaria com crianças?  Pois é! E ela é apenas um dos exemplos, lembrando que muita gente aciona a polícia para se proteger de boatarias! Em Guaxupé, há pouco, um jovem precisou de proteção por ter sido acusado de espalhar, pelas redes sociais, listas que difamavam pessoas da sociedade local. E, na semana passada, o presidente da Câmara Municipal, Danilo Martins de Oliveira, alegou estar sendo perseguido por internautas que ele acusa serem de má fé, sendo que o caso será decidido pela Justiça.

Com o avanço das tecnologias e as várias possibilidades de comunicação, a liberdade de expressão nunca esteve tão “livre”. Mas ela pode ser uma arma letal, caso seu detentor não tenha consciência de que tolhe os direitos e as oportunidades de terceiros, quando divulga mentira. É a “modernização” do “matar pela língua”, pois agora a língua tem um forte aliado para a propagação dos fatos e versões. Enfim, que todos nós possamos acompanhar a evolução das máquinas e crescermos como pessoas, antes de sermos ótimos profissionais, formadores de opinião e comunicadores, de fato. A notícia, apesar de ter valor inominável, dependendo de sua proporção, não pode ser maior do que o amor, o respeito e a verdade que devemos ter uns para com os outros. No mais, “bora” aprender porque a vida está muito rápida! Ótima semana a todos!!!

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