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Autor: Carlos Alberto - Data: 01/11/2019 18:02

AS REDES COMO AMBIENTE DINÂMICO DE PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO

Elaine Garcia de Oliveira, autora do artigo, é jornalista, professora de Comunicação Social e assessora da reitoria no Unifeg
Facebook Twitter LinkedIn Google+ Addthis AS REDES COMO AMBIENTE DINÂMICO DE PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO” - FACULDADE DE ARQUITETURA, ARTES E COMUNICAÇÃO - 
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MÍDIA E TECNOLOGIA

 

AS REDES COMO AMBIENTE DINÂMICO DE PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO

BAURU - 2019 - Elaine Garcia de Oliveira

 

 

AS REDES COMO AMBIENTE DINÂMICO DE PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO

 Orientador Prof. Pós-Doutor Osvando José de Morais

 

RESUMO

As redes sociais digitais são grandes fontes de dinamismo para a produção do conhecimento, porém, causam dependência entre as pessoas, já que é possível resolver grande parte das situações através dos dispositivos digitais. Mas, os indivíduos estão deixando de lado a convivência entre amigos e familiares para se dedicarem a essa nova onda de tecnologia da informação, onde o usuário passa a ser também produtor de conteúdo, na era do informacionalismo.

PALAVRAS- CHAVES: Redes de conhecimento, Internet das Coisas, Convergência, Informacionalismo, Tecnologia.

INTRODUÇÃO
A chegada das novas tecnologias trouxe muitas facilidades para a vida, chegando a transformar o dia- a- dia das pessoas, tornando-as cada vez mais dependentes dos dispositivos eletrônicos conectados à internet, pois essa nova era de computadores deixou de ser máquinas de cálculos, para se transformarem em grandes aliados, mudando a visão, reflexos e relacionamento entre pessoas e usuários. Com todas as facilidades proporcionadas, as pessoas passam várias horas por dia e noite conectadas. Com esse novo sistema de comunicação, “uma linguagem universal digital tem promovido a integração global de produção de palavras, sons e imagens da nossa cultura, personalizando-os ao gosto das identidades e humores dos indivíduos. (CASTELLS, 1999, p.40). As tecnologias da informação têm entrado num ritmo acelerado de modernização, acarretando mudanças nas áreas da economia, bem-estar, cultura, social, educação, entre outras, suficientemente importantes para a vida de qualquer indivíduo. Desta forma, podemos dizer que o mundo global sofreu e sofre grandes mudanças.

⦁ O poder das redes sociais digitais

As redes interativas estão crescendo exponencialmente, criando novas formas e canais de comunicação (CASTELLS, 1999, p. 40). É possível relembrar como era a vida das pessoas antes e depois da chegada dos dispositivos eletrônicos. A disseminação e as facilidades que os Smartphones trouxeram para o mundo, mudaram totalmente a forma de interação, de pensamento e comportamento dos seus usuários. Comparando com o telefone fixo, que também ainda é muito utilizado nas residências e empresas, houve uma mudança do conceito lar x indivíduo, pois o telefone fixo era usado pela família e o dispositivo móvel, atualmente, é individual. Houve também a mudança na questão da mobilidade, onde os celulares se movem juntamente com seus parceiros, se tornando, inclusive, uma companhia. Os dispositivos eletrônicos mudaram os conceitos de tempo, espaço, mobilidade e lar, transformando o usuário em um alvo em constante movimento e também o tornando um produtor de conteúdo, graças a era informacionalismo, que segundo Castells é aquele que traz a informação.
Para Castells, esse novo sistema de comunicação, mostra uma diferente linguagem universal digital, promovendo uma interação global de sons, imagens e palavras. Esse novo processo é associado a atual linguagem “internetês”, comum na comunicação entre as pessoas, principalmente em aplicativos de bate papo. Inclusive, com erros formais de linguagem e gramática.
As redes interativas de computadores estão crescendo e criando novas formas e canais de comunicação, vemos isso com as redes sociais mais utilizadas do momento: “Whatsapp, Facebook, Instagram”, que utilizam entre as opções de conteúdo, os canais imediatistas, onde as postagens ficam disponíveis por apenas 24 horas. Esse tipo de interação, acaba incentivando ainda mais a síndrome, conhecida como FOMO – “Fear of missing out” – que identifica o comportamento de angústia pela insegurança de se viver off-line. O termo foi utilizado, pela primeira vez, pelo jornal The New York Times, alertando sobre o uso excessivo da tecnologia pelas gerações futuras. (MARCHI, p. 9). A tecnologia incorpora a capacidade de transformação de uma sociedade, com mudanças de pensamentos e comportamentos. Para CASTELLS (1999, p.40), houve uma redefinição das relações entre homens, mulheres, famílias, sexualidade e personalidade. A interação torna a rede um espaço onde o poder e riqueza têm muita força e as pessoas vivem em um mundo que não é a realidade delas.
Essa incansável interação também fez surgir, o informacionalismo, que é aquele que traz a informação, dando a oportunidade para qualquer pessoa fazer uso das redes para divulgar um dado verdadeiro ou não, possibilitando o compartilhamento de informações que não tenham veracidade, também conhecidas como fake news.

“O surgimento de um novo sistema eletrônico de comunicação caracterizado pelo seu alcance global, integração de todos os meios de comunicação e interatividade potencial está mudando e mudará para sempre nossa cultura” – (CASTELLS,1999 p. 414)

2.0- Convergência das mídias interativas

Essa interação entre os usuários e a internet também é discutida por Henry Jenkins, em seu livro a Cultura da Convergência, onde é defendida a ideia de que as mídias estão convergindo com a internet, o que proporciona às pessoas o compartilhamento de ideias e informações.
“Se o paradigma da revolução industrial presumia que as novas mídias substituiriam as antigas, o emergente paradigma da convergência presume que novas e antigas mídias irão interagir de formas cada vez mais complexas” (JENKINS, 2009, p. 33).

A convergência também tem propostas tecnológicas, culturais e até sociais, já que Jenkins discute a questão de os dispositivos móveis serem multifuncionais, reunindo diversas mídias em um único aparelho conectado à internet, relacionando-os entre os usuários a facilidade de troca de imagens, vídeos, conversas e relacionamentos. No mundo da internet, o compartilhamento de informações se tornou algo comum.

“No mundo da convergência das mídias, toda história importante é contada, toda marca é vendida e todo consumidor é cortejado por múltiplas plataformas de mídia” ( JENKINS, 2009, p. 29).

A rápida transformação vivenciada pelo mundo atual dinamiza a interação entre as pessoas, organizações e sociedade trazendo ameaças, oportunidades e desafios entre esse convívio. Os usuários, de forma geral, passam a não serem apenas receptores passivos da informação, mas sim, são partes ativas desse processo.

“Um processo chamado convergência de modos está tornando imprecisas as fronteiras entre os meios de comunicação, mesmo entre as comunicações ponto a ponto, tais como o correio, o telefone e o telégrafo e as comunicações de massa, como a imprensa, o rádio e a televisão. Um único meio físico – sejam fios, cabos ou ondas – podem transportar os serviços que no passado eram oferecidos separadamente. De modo inverso, um serviço que no passado era oferecido por um único meio – seja a radiodifusão, a imprensa ou a telefonia – agora pode ser oferecido de várias formas físicas diferentes. Assim, a relação um a um que existia entre um meio de comunicação e seu uso está corroendo. (Pool, 1986:112 apud Jenkins, 2010:37).
Para Jenkis, “a convergência não ocorre por meio de aparelhos, por mais sofisticados que venham a ser. A convergência ocorre dentro dos cérebros dos consumidores individuais em suas interações com o outros”. Essa globalização trouxe consigo, a era da participação e interatividade, possibilitando a troca de informações de público/consumidores, podendo ser também produtores neste contexto midiático e influenciadores para aquisição de produtos e serviços.

“Em vez de falar de produtores e consumidores de mídia como ocupantes de papéis separados, podemos agora considerá-los como participantes interagindo de acordo com um novo conjunto de regras, que nenhum de nós entende por completo. (JENKINS, 2009, p.30).

Para o autor, a produção coletiva de significados, na cultura popular, está começando a mudar o funcionamento de setores/culturas comuns do cotidiano, como a religião, educação, direito, política, publicidade e segurança pessoal e público-estatal. E que a união de todos eles são necessárias para passarmos por essas fases de transformações.

“Nenhum de nós pode saber de tudo; cada um de nós sabe alguma coisa; e podemos juntar as peças, se associarmos nossos recursos e unirmos nossas habilidades. A inteligência coletiva pode ser vista como uma fonte alternativa de poder midiático. Estamos aprendendo a usar esse poder em nossas interações diárias dentro da cultura da convergência. Neste momento estamos usando esse poder coletivo principalmente para fins recreativos, mas em breve estaremos aplicando essas habilidades a propósitos mais sérios” (JENKINS, 2009, p. 30).

3.0 - IMPACTOS DA TECNOLOGIA E DAS REDES NA SOCIEDADE

Os smartphones transformaram o uso da tecnologia da Informação. A sociedade vem percebendo as diferenças em situações comuns da rotina, como é o caso dos shows e espetáculos artísticos. Na primeira foto, a esquerda, podemos verificar que, normalmente, era solicitado pelos artistas o uso de isqueiros para deixar o ambiente iluminado. Na segunda foto, à direita, verificamos que a luz está sendo produzida pelo uso de dispositivos móveis, inclusive, com a realização e captação de imagens e vídeos.

Fonte: Google

Outro exemplo que podemos citar, é a utilização de avisos por parte de bares e restaurantes, para que o momento de lazer, seja realizado sem o uso de celulares. Nas figuras abaixo, vemos os quadros de informações solicitando a atenção entre as pessoas, para que haja interação social e pessoal direta sem uso de tecnologia.

Fonte: Google

Eduardo Morgado afirma no livro “A Internet das coisas”, “o smartphone é considerado por muitos analistas de tecnologia como uma inovação disruptiva. Ou seja, algo que inovou o uso da tecnologia pelas pessoas” (MORGADO, 2018, p. 25).
Essa mudança de hábitos é considerada uma tecnologia disruptiva, onde provoca uma ruptura nos padrões e modelos já estabelecidos pelo mercado e pela sociedade. Eduardo Morgado, ainda defende a ideia de que os Smartphones lideram o setor da Internet das Coisas (IOT).

“O Smartphone tem papel central ao se pensar na sua integração com os dispositivos da IOT. Pode ser considerado a porta de entrada de dispositivos por conter a comunicação BlueTooth ou centralizar do controle de diferentes equipamentos com Wi-fi” (MORGADO, 2018, p. 31).

Dentro do conceito de Internet das Coisas, que por meio das revoluções tecnológicas têm deixado objetos e dispositivos interconectados, trocando dados e informações, é possível verificar que as pessoas estão buscando, cada vez mais, ficarem adeptas a aparelhos que monitoram o dia-a-dia. Um exemplo, são as casas 100% inteligentes, que gerenciam, através de smartphones, toda a rotina de residências, funcionamento de eletroeletrônicos, entre outros, mesmo há quilômetros de distância do local. Um segundo exemplo, são as pulseiras fitness inteligentes, onde são monitorados passos, calorias perdidas, quantidade de horas de sono, entre outros dados.
E não podemos deixar de citar, a Indústria 4.0, que já é realidade em muitos países e continua em ascensão. “Os processos de produção são automatizados e os equipamentos conectados irão conferir maior agilidade e eficiência à indústria”, (MORGADO, 2018, p. 32).
Ainda sobre os exemplos da Indústria 4.0, e que já existe, são as chamadas cidades inteligentes, onde através de dados gerados é possível melhorar a eficiência dos municípios, beneficiando os setores econômicos e sociais. Como o monitoramento de energia elétrica, que visa a diminuição ou desperdício da mesma.

Os aplicativos que irão receber os dados e tratá-los estarão instalados em smartphones, em sua maioria. A IOT ainda precisa de regulamentação, principalmente nas questões relacionadas à segurança de dados gerados por múltiplos dispositivos conectados. Os softwares de segurança atuais estão desenhados apenas para dispositivos móveis e computadores pessoais. Assim, os dispositivos IoT estão altamente vulneráveis a ataques de cibercriminosos”, (MORGADO, 2018, p. 33).

4.0 – IMPACTO DAS REDES DIGITAIS NAS ORGANIZAÇÕES

Se as redes digitais tiveram impacto na vida das pessoas e na sociedade em geral, não podemos deixar de lado, a transformação dentro das organizações. Se, as pessoas passaram a ser produtoras de conteúdo, automaticamente, começaram a compartilhar conhecimento. Essa interatividade e a troca de informações têm gerado uma rápida conexão, onde as distâncias estão se tornando menores e a necessidade por conhecimento tem deixado os usuários cada vez mais próximos da tecnologia. As pessoas já não são mais receptoras passivas da informação. Nonaka e Takeuchi afirmam que não se gerencia o conhecimento, mas sim capacita-se para o conhecimento.

“O conhecimento explícito pode ser expresso em palavras, números, ou sons, e compartilhado na forma de dados, fórmulas cientificas, recursos visuais, fitas de áudio, especificações de produtos ou manuais. O conhecimento explícito pode ser rapidamente transmitido aos indivíduos, formal e sistemicamente. O conhecimento tácito, por outro lado, não é facilmente visível e explicável. Pelo contrário, é altamente pessoal e difícil de formalizar, tornando-se de comunicação e compartilhamento dificultoso. As intuições e os palpites subjetivos estão sob a rubrica do conhecimento tácito. O conhecimento tácito está profundamente enraizado nas ações e experiências corporais do indivíduo, assim como nos ideais, valores e emoções que ele incorpora... O conhecimento não é explícito ou tácito. O conhecimento é tanto explicito quanto tácito. O conhecimento é inerente paradoxal, pois é formado do que aparenta ser dois opostos” (NONAKA E TAKEUCHI,2008, p. 20).

As inovações tecnológicas, com a explosão da internet, têm provocado muitos impactos na forma de gestão das empresas, fazendo com que aquelas com características dinâmicas, conforme afirma BASSETO, tendem a “se estruturar em rede, necessitando desenvolver métodos de atualização e capacitação dos seus colaboradores”. (BASSETO, 2013, p. 10).
“É uma nova estrutura que se mostra como alternativa interessante neste contexto, destacando-se a questão dos novos requisitos de qualificação e competência de acesso e uso da informação de forma inteligente para a construção do conhecimento individual e corporativo”, (BASSETO, 2013, p. 10).

BASSETTO afirma também, que nas organizações, quanto mais conectividade, maior será o campo de atuação e formação de capital social, criando a oportunidade, inclusive, de novos vínculos sociais. Para que essa interatividade aconteça, BASSETTO, evidencia três conceitos básicos da teoria das redes: O Centralizado, o Descentralizado e o Distribuído, conforme figura abaixo, onde foi utilizado pelo autor o estudo de Paul Baran (1964), encomendado pelo Governo dos Estados Unidos.

“No modelo centralizado, entende-se como o mais vulnerável, pois, como é um único centro, se o mesmo for atacado, todo o sistema será comprometido. No modelo descentralizado ou multicentralizado, entende-se como vários centros de distribuição que acarretam menor dano no caso de um ataque nuclear. Esse modelo também se assemelha à grande maioria das organizações existentes na sociedade moderna... O modelo distribuído representa a uniformidade de movimento e a horizontalidade de hierarquia que pode ser notada na ausência de barreiras ou regras de circulação”. (BASSETTO, 2013, p. 5).


Fonte: https://entrenostodos.wordpress.com/2016/09/21/centralizacao-descentralizacao-e-distribuicao/

Independente da forma como as empresas utilizam seus modelos de comunicação, por meio de redes, é necessário compreender as formas como o conhecimento é multiplicado entre os colaboradores, já que essas transformações trouxeram uma nova realidade empresarial.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A transformação tecnológica trouxe mudanças na vida das pessoas, da sociedade e das organizações. As facilidades e interatividade marcaram este terceiro milênio e ainda traz as dúvidas e inseguranças de tudo que ainda pode mudar. A adaptação a esse mundo internetês traz um novo ambiente a vida familiar, social e profissional e de negócios e instituições públicas, onde os cenários comunicacionais estão cada vez mais conectados com a informação.
A produção e compartilhamento de conteúdo, hoje é realizada por qualquer usuário de internet, não apenas influenciadores ou pessoas com certo grau de conhecimento sobre o assunto. Os usuários são sensibilizados diariamente com notícias, fakenews e informações, verídicas ou não, compartilhadas ou não, e que impactam a vida de muitas pessoas.
E não podemos deixar de lembrar, daqueles “não conectados”. Como é a vida dessas pessoas, que preferem não participar das redes? Ficam isoladas e excluídas? É algo para pensar ainda para essa era da informação.

REFERÊNCIAS
CASTELSS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 2005.
MORGADO, Eduardo. Internet das Coisas: completa: teoria, prática e desafios. Recife: Cubzac, 2018.
JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. Ed. São Paulo: Aleph, 2009.
BASSETTO, Clemilton Luís. Redes de Conhecimento: espaço de competência em informação nas organizações contemporâneas. Bauru, SP: Ide@ Editora, 2013.
Nonaka,Ikujiro; Takeuchi,Hirotaka. Gestão do Conhecimento. Porto Alegre: Bookman, 2008.

Artigos:
http://www.intercom.org.br/PAPERS/REGIONAIS/SUDESTE2012/resumos/R33-0669-1.pdf
file:///C:/Users/nanye/Downloads/Midia%20digital-%20cultura%20da%20convergencia%20e%20mobilidade%20analise%20do%20jornal%20Valor%20Online%20(1).pdf
http://www.scielo.br/pdf/ci/v34n2/28559.pdf
https://casperlibero.edu.br/wp-content/uploads/2014/04/Jorge-Luiz-Garcia-Van-Dal.pdf

 

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