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Autor: Carlos Alberto - Data: 01/06/2017 14:48

"Casa do Pai" e Exército do Bem distribuem esperança a carentes em noite fria de Guaxupé

Mendigos usam o espaço externo da Casa da Cultura de Guaxupé e outros pontos da cidade para se abrigarem nas noites frias; grupo de voluntários se entristeceu com o que viu, mas levou alimento, roupas e muito afeto às pessoas encontradas
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Integrantes da Igreja Evangélica Pentecostal “A Casa do Pai” e do projeto social Exército do Bem distribuíram sopa e agasalhos a pessoas em situações de dificuldade, nos aspectos econômico, emocional e espiritual. O grupo, que percorreu bairros e áreas centrais, visou amenizar as condições de carentes, tendo deparado com um grande número de pessoas necessitadas de apoio.

A peregrinação alcançou pessoas dos bairros Parque dos Municípios, Colmeia I e II, Vila Progresso, Jardim Recreio dos Bandeirantes, entre outros. Em “comboios” de automóveis, os participantes levaram consigo cerca de cem porções de sopa e um porta-malas cheio de vestuários, para crianças e adultos. A alimentação, diga-se de passagem, foi preparada por voluntária, em sua própria casa, tendo os membros da Igreja embalado tudo, antes de entregar: “É uma ação que só nos faz bem, pois Deus quer de nós a fé inabalável, mas a ação pelos irmãos que sofrem. E, veja bem, quanta gente está nas ruas, neste frio, sem perspectiva alguma de vida?”, enfatizou o evangélico Devair Honório, que não conteve as lágrimas ao deparar com vários mendigos sob trapos, na casa improvisada, ao lado da Casa da Cultura.

Durante as diligências, os participantes aproveitavam para faze orações pelas pessoas visitadas (nas ruas e em lares distintos). Em cada local, onde a comida e a roupa doadas eram “iscas” para a aceitação às palavras inspiradas por Jesus: “Quantas pessoas sofrendo e o que elas mais precisam? De um sapato? Uma blusa ? Uma sopa? Um cafezinho quente ? Não! Elas queriam conversar, se sentirem amadas; queriam compartilhar suas histórias e experiências nas ruas. Encontramos com várias pessoas... muitos profissionais, de empregados experientes a ex-donos de empresas. Um pastor desviado, ex-açougueiro, etc. O que eles têm em comum? A vontade de ter uma segunda chance e de serem vistos pela sociedade como o pessoas do bem. Sou duro, às vezes, mas não pude contar as lágrimas devido ao choque de realidade”, comentou o pastor Eduardo Oliveira, coordenador de toda a ação, o qual também ficou muito triste com a quantidade de pessoas ao relento, sob pontes, beiras de imóveis e até em prédios públicos.

Devotados ao amparo às pessoas em condições difíceis, nos mais distintos aspectos, a “Casa do Pai” e o Exército do Bem mantêm sólida parceria em favor de causas sociais, incentivos religiosos e outras ações que vão ao encontro do bem-estar de moradores de bairros populares e pessoas em condições de miséria. “Nós não queremos nada, além de ajudar a quem precisa ser enxergado com olhar diferente do já habitual, pela sociedade. Estas pessoas são auxiliadas por nós, mas com o apoio de muita gente, que reconhece a dor do próximo e nos ajuda com cestas básicas, roupas, donativos e até aqueles que não podem doar nada, mas doam seu tempo às crianças, os adultos e o pessoal da terceira idade”, concluiu Marcelo Souza de Andrade, o Peixão, líder do Exército do Bem.

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