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Autor: Carlos Alberto - Data: 31/07/2018 09:41

Força-tarefa mantém intenso o combate ao incêndio na Nova Floresta

Chuva desta madrugada pouco ajudou, conforme a comunicação social dos Bombeiros. Porém, uma quantidade maior de água deve cair sobre Guaxupé nas próximas horas e contribuir, de fato, para o fim da tragédia ambiental
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O tenente Josué Pereira, comandante do 4º Pelotão do Corpo de Bombeiros de Guaxupé, recebeu a imprensa local nesta tarde de segunda-feira, 30 de julho, na sede da corporação, para prestar informações a respeito da ação dos militares no combate ao incêndio na reserva ecológica da Nova Floresta. Iniciadas há nove dias, as chamas já destruíram cento e vinte hectares de mata atlântica, numa tragédia ambiental que mobiliza especialistas e voluntários. Apesar de ter havido, nesta madrugada de terça-feira, uma chuva no Município, as últimas informações dão conta de que ela pouco auxiliou, embora uma quantidade maior esteja prevista para entre hoje e amanhã.

A coletiva teve como objetivo divulgar como está sendo feito o combate à queimada, que começou no último dia 22, com origens ainda não identificadas. Conforme já divulgado, o trabalho dos bombeiros começou na segunda-feira, mas foi no dia seguinte que o combate ganhou forças, com o apoio de voluntários e membros do Grupo de Desbravadores, tendo o fogo sido combatido e os focos debelados. Porém, no período noturno as adversidades, como temperatura alta, clima seco, entre ouros, contribuíram para o ressurgimento das chamas, que tomaram a flora com rapidez, apoiadas pelo vento forte. A partir daí, os militares passaram a ser efetivamente ajudados por brigadistas da Cooxupé, assim como bombeiros civis dos grupos “Guerreiros do Resgate” e “Anjos da Vida”, funcionários da própria Fazenda Nova Floreta, a Defesa Civil e servidores da Prefeitura, além de reforço do próprio Corpo de Bombeiros, de Poços de Caldas.

Com cinquenta homens, equipamentos diversos, maquinários e muito esforço, a chamada “força-tarefa” tem atuado nos locais de propagação das labaredas, que são impulsionadas pela quantidade de cipós, árvores antigas, folhagens secas e outros fatores que ajudam o fogo a avançar mata adentro. “Tentamos apoio do Batalhão de Ações Aéreas, mas as aeronaves deles estão em manutenção. Em BH, onde também poderíamos ter este tipo de ajuda, elas estão sendo ocupadas com incêndios naquela região. Portanto, temos de continuar como estamos, de forma terrestre, numa mata fechada, de difícil acesso, com os equipamentos e as técnicas que estamos usando. Enfim, apesar de estarmos administrando o incêndio, somente uma chuva mais forte poderá eliminar, de vez, os focos. E estamos convictos de que isto ocorra até as próximas horas, quando ao menos 12 milímetros de água devem cair sobre Guaxupé”, finalizou Pereira, que nesta manhã retornou com sua equipe ao local da queimada.

Ainda com relação à coletiva do tenente Josué Pereira, além da imprensa esteve presente o major Márcio Teófilo Nunes, da reserva da Polícia Militar e atualmente da Defesa Civil e Secretaria Municipal de Segurança Pública. Segundo ele, o trabalho está sendo liderado pelos bombeiros, com o apoio do Município e organizações civis, empresas privadas e voluntários: Tudo o que poderia ser feito, está sendo feito!”, garantiu ele. Conforme divulgado anteriormente, a reserva natural da Nova Floresta corresponde a 24% do total de mata atlântica do Município, com um total de 390 hectares em área territorial.

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