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Autor: Carlos Alberto - Data: 08/05/2019 15:04

Cidadão registra Boletim de Ocorrência contra o Pronto Socorro

Em sua defesa, jurídico da Santa Casa mostra lista com 240 atendimentos só naquele dia
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O guaxupeano Valdinei Aparecido Qualiato, de 56 anos, registrou boletim de ocorrência no último dia 26, contra suposto não atendimento à esposa dele, a dona de casa Andréia, junto ao Pronto Socorro de Guaxupé, na data em questão. De acordo com o reclamante, a mulher teve um mal-estar, mas desistiu da consulta após esperar por três horas. No Hospital, a assessoria jurídica lamentou o caso, mas negou qualquer negligência, tendo inclusive apontado para uma demanda além do esperado, de duzentos e quarenta e duas pessoas, naquele dia.

Valdinei, que procurou a Polícia Civil para abrir procedimento contra a Santa Casa, alegou: “Minha esposa chegou ao local às 12h58, quando fizemos a ficha dela e aguardamos. Naquela ocasião, não havia quase ninguém no PS, mas foi chegando gente e eles não chamavam ninguém. De repente, o Hospital lotou de pacientes e todo mundo ficou revoltado, pois ninguém era chamado. Então, minha mulher não aguentou esperar e pediu para ir embora. Antes de chegar em casa, procurei as providências, pois achei o cúmulo de absurdo aquilo tudo”, reclamou o rapaz.

 

O que diz o Hospital

Em contato com Hospital de Guaxupé, a reportagem do JOGO SÉRIO obteve a informação de que a paciente Andréia chegou ao local às 13h10, passou pela triagem às 13h17, tendo sido diagnosticada com a classificação “não urgente”, conforme o Plano Manchester, adotado pela Santa Casa para fazer os atendimentos. “Neste dia, o Pronto Socorro fez 242 atendimentos, sendo que somente ente meio-dia e 15h foram 48 atendimentos! No período em que a paciente estava esperando, tivemos nove casos ‘amarelos’ e três ‘laranjas’. Isto, sem falar numa ocorrência trazida pelos bombeiros e outra por parte do SAMU. Na hora em que ela estava sendo triada, chegou um SUS Fácil de trauma. Dr. Rafael, de plantão, foi atender. Em seguida, o SAMU trouxe um envenenamento, tendo de fazer lavagem estomacal”, pontuou dra. Heloisa Dias Leite Chemeli, que lamentou a desistência de Andréia: “A pessoa triada antes dela foi para a medicação exatamente às 15h10. E era um caso também de classificação ‘verde’”, concluiu a assessora jurídica do Hospital.

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