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Autor: Carlos Alberto - Data: 07/11/2019 19:15

Engenheiro da Ricel presta depoimento à CPI do sistema fotovoltaico

Renan Fávaro (d) esteve o tempo todo acompanhado pelo advogado, Anderson Milani Coelho
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O engenheiro Renan Henrique Fávaro, da Ricel Construções Elétricas, de Pouso Alegre, prestou depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito formada pela Câmara de Guaxupé para apurar as obras de iluminação de trevos locais, ocorridas a partir de 2015. Denunciados pelo vereador Jorge Batista Bento da Paz (Jorginho), o sistema fotovoltaico (geração de energia solar) utilizado não teria gerado a economia prometida, além de que, segundo o parlamentar, o investimento de R$ 2 milhões prejudicou os cobres públicos locais. A Prefeitura, por sua vez, aguardará a ocasião de seu depoimento à CPI.
Renan, que esteve acompanhado pelo advogado Anderson Milani Coelho, de Piracicaba, respondeu às questões do trio da CPI: Donizetti Luciano dos Santos (Zettinho, presidente da Comissão), Paulo César Beltrão (Paulinho, relator) e Ari Cardoso (membro). Conforme já noticiado pelo JOGO SÉRIO, a empresa executou o projeto de iluminação dos trevos do Japy e Pólo Industrial, além de rotatória do Anel Viário, na Rodovia Jamil Nasser. De lá para cá, modificações foram feitas, a pedido da CEMIG, já que tratou-se de um projeto pioneiro em Minas Gerais (em entrevista, o engenheiro Renan afirmou que o serviço gerou prejuízo de aproximadamente R$ 500 mil à Ricel).
Em suma, os políticos questionaram o fato de que o projeto gera, conforme o denunciante, apenas 30% de energia solar, em vez de 100%, como planejado. Mais do que isto, perguntaram sobre os eventuais problemas ocorridos, tendo o representante da Ricel informado que não houve qualquer deformidade na execução dos trabalhos, que seguiram, segundo ele, à risca o que determinava o projeto. A todo momento, Renan procurou frisar a idoneidade da firma, que presta serviços há mais de quinze anos ao poder público, sem nunca ter deixado de atender 100% aos programas solicitados.

Polêmica
Após a oitiva de Renan Fávaro, o vereador Jorginho, presente ao plenário da Câmara, disse que várias perguntas indicadas por ele, via ofício, não foram feitas. Irritado, Jorge Bento pediu a palavra, mas o presidente Zettinho indeferiu, sob a justificativa de que os trabalhos da CPI têm saído um pouco ao controle, supostamente por iniciativas do próprio denunciante, que, conforme o dirigente da CPI, tenta tumultuar as investigações. Jorginho, em sua defesa, afirmou que documentará o ocorrido e solicitará apoio do Ministério Público.
Conforme já divulgado, a CPI do sistema fotovoltaico foi movida por Jorginho, que conseguiu seis assinaturas para abrir a apuração. Para ele, o serviço foi mal projetado e gera prejuízo ao Município. A Prefeitura, por sua vez, já divulgou a versão de que houve sim deformidade por conta da instalação de equipamentos técnicos (de um projeto inovador), os quais já foram substituídos e os problemas sanados. Contudo, a Comissão trabalha para averiguar a situação, tendo o próprio Jorginho sido ouvido e, depois dele, o empresário Juscelino Ferraz, dono de empresa de construções elétricas, indicado pelo próprio Jorge Bento, o qual "apimentou" a história. Veja, logo mais, outros detalhes sobre a audiência de ontem. CLIQUE AQUI e acompanhe transmissão ao vivo feita pela comunicação social da Câmara de Guaxupé, sobre o depoimento do representante da Ricel.

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