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Autor: Carlos Alberto - Data: 27/10/2017 14:57

Copasa também responsabiliza a Prefeitura pela paralização da Estação de Tratamento de Esgoto

Representantes da Companhia estiveram com os parlamentares, recentemente, em Guaxupé, para prestar esclarecimentos
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Representantes da Copasa, presentes a uma reunião com vereadores de Guaxupé, ocorrida no último dia 29, na sede do Legislativo local, declararam que a empresa não é a culpada pela série de paralisações da Estação de Tratamento de Esgoto, que já deveria estar pronta em 2015. Conforme o superintendente Flávio Bócoli, as obras, que mais uma vez encontram-se paralisadas, no Bairro Tomateiros, são de responsabilidade da Prefeitura, que precisa informar eventuais adequações no projeto. A FUNASA, que viabilizou R$ 15 milhões em 2011, libera o recurso aos poucos, sendo que sua exigência maior é a legalidade de todo o processo.

Na reunião, que aconteceu na sede do Legislativo, a Copasa foi representada pelos engenheiros Flávio Florentino Bócoli, Márcia Cristina de Sá Gomes, José Luiz Moreira, Edson Luiz Duarte Júnior e Marlon César Aguiar. No plenário, cada um esclareceu às dúvidas dos vereadores, que cobraram muito a reativação dos serviços da usina de tratamento de esgoto. Mais do que isto, os políticos externaram a insatisfação popular, haja vista que os consumidores pagam 50% a mais na conta d’água por causa dos serviços de coleta e transporte dos detritos, o que era feito gratuitamente pela Prefeitura até a assinatura do contrato de programa, entre Prefeitura e Copasa.

Na reunião, os membros da Companhia deixaram claro que eles nada têm a ver com a polêmica da ETE: “A implantação destas obras envolve a questão do recurso financeiro e principalmente quem está liberando este dinheiro, que é a FUNASA. Houve algumas mudanças no projeto, tipo: ‘Não pode passar a rede de interceptores numa determinada rua, ou não conseguiu alcançar o leito do rio’. E a FUNASA quer saber quais são estas mudanças no projeto. E, com isto, ela prende o recurso para você poder adequar novamente o projeto, que é algo feito com enorme segurança”, explicou Marlon.

Quanto ao término da construção da Estação de Esgoto, os engenheiros da Copasa não souberam definir uma data, mas frisaram que a Prefeitura precisa dar estas explicações: “Eu não posso lhe afirmar de jeito nenhum, pois este contrato está sendo feito entre Prefeitura e Funasa, com a nossa interveniência. Nós (Copasa), é só fiscalização. Então, eu não posso te afirmar quando que vai reiniciar e quando vai novamente finalizar este contrato. Nosso desejo é que se inicie o mais rápido possível e termine o mais rápido possível! O que a gente quer é que Guaxupé tenha a estação de tratamento, podendo receber todo o esgoto que é lançado hoje no Rio Guaxupé, e sendo tratado, e tendo eficiência”, declarou Flávio Bócoli, antes de acrescentar: A Prefeitura já está trabalhando em cima disso. Dessa mudança desse contrato, já está negociando... Mas, mais uma vez, informando: ‘O gestor desta obra é a prefeitura municipal junto à funasa. A copasa está fiscalizando o dinheiro que é enviado da Funasa, junto com a Prefeitura e junto com a própria Funasa”, disse o engenheiro.

 

OUTRAS OPINIÕES

Naquela sessão, além de Copasa e vereadores, representantes da comunidade participaram, como o ex-secretário municipal de Meio Ambiente, Mozart Faria: “Em meu modesto entendimento, acho que não está sendo cumprido o contrato devidamente. Se houvesse uma vontade política e não tivesse medo do enfrentamento, este contrato deveria ser rompido e fazer uma autarquia para administrar a água e o esgoto de Guaxupé. Lógico que não seria de graça e o povo teria que pagar a tarifa necessária, mas haveria benefício para o Município: a taxa seria menor e a lucratividade ficaria para o Município. Como foi comentado, a Copasa teve um lucro de quase R$ 500 milhões, que foi distribuído entre os acionista, cuja grande maioria é estrangeiro. Então, pagamos uma média de R$ 22 milhões por ano à Copasa e uma parte deste dinheiro poderia ficar em Guaxupé”, disparou Mozart.

 

Entre os vereadores...

Na sessão entre Câmara e Copasa estiveram presentes os vereadores Ari Cardoso, Jorge Batista Bento da Paz (Jorginho), Francisco Timóteo Rezende (Chico), Danilo Martins de Oliveira (presidente), Luzia Angelini Silva, Paulo César Beltrão (Paulinho), Francis Osmar da Silva, Donizetti Luciano dos Santos (Zettinho), Ari Cardoso e Leonardo Donizetti Moraes (Léo). Após a reunião, alguns falaram ao JOGO SÉRIO: “Hoje, chamamos a Copasa a Guaxupé, mas sabemos que a responsabilidade da construção da ETE é da Prefeitura, junto da empresa que ganhou a licitação, a Artec. No momento, a Copasa disse que as obras estão paralisadas por conta de modernização e adequação no projeto. A população não deve perder a esperança, pois acredito que vamos conseguir terminar a obra e nosso esgoto, um dia, será tratado. O que precisamos fazer, agora, é pegar o contrato, ver se a Copasa está realizando os artigos negociados no contrato. Acho que esta Casa deve convocar a Artec, responsável pelas obras, para darmos uma declaração mais certa à população”, comentou Luzia.

 

Presidente Danilo Martins: “Na verdade, esta novela se arrasta há muito tempo e eu encaro assim: muitos vereadores ainda estão entendendo o que está acontecendo, pois não tinham conhecimento sobre os detalhes do contrato. Este primeiro encontro foi importante para os vereadores saberem o que ficou firmado entre o Município e a Copasa. Então, a partir de agora, o papel dos vereadores (e eu preciso manter um pouco de imparcialidade com relação a todos os temas que tramitam na Câmara), mas acho que o posicionamento dos vereadores está sendo um pouco cauteloso, com algumas exceções. Estão se inteirando do assunto para verificar se realmente há a possibilidade de tomar uma atitude mais efetiva... de repente, até de anulação do contrato por parte da Câmara ou se isto só seria possível através do Poder Executivo; se realmente a Copasa está descumprindo alguma cláusula contratual ou se, de fato, algum atraso, como está ocorrendo, não depende da Copasa e, enfim, ver qual é o caminho que os vereadores tomarão com relação a isto. O mais importante para a população de Guaxupé é que o assunto seja resolvido, que a novela tenha um ponto final, seja com a construção da ETE, o tratamento do esgoto sendo realizado, o que acarretará num aumento na tarifa de esgoto. Mas, o mais importante, é o esgoto sendo tratado. E, se houver alguma questão pendente, que justifique a anulação do contrato, os vereadores tratarão o assunto”.

 

O que diz a Prefeitura?

- O Jornal JOGO SÉRIO ouviu, nesta semana, ao secretário municipal de Governo e Planejamento, Artur Fernandes Gonçalves Filho, sobre o tema em questão. Veja, logo mais, a versão da Prefeitura para com o referido tema.

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