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Autor: Carlos Alberto - Data: 25/04/2018 08:53

Mozart desconversa sobre suposta corrupção no tratado entre Prefeitura e Copasa, mas estranha "buraco" na gestão 2009/12

O ex-secretário, que achou a polêmica desnecessária, acredita no colega de governo, Zé Marcos, que negou ter havido qualquer irregularidade
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O ex-secretário municipal de Meio Ambiente (do mandato 2009/12), Mozart Faria, considerou desnecessária a polêmica gerada por conta de comentários seus e do ex-colega de governo, José Marcos Oliveira, feitos em março último, durante reunião da Comissão de Meio Ambiente da Câmara. Ambos participantes das negociações firmadas entre Prefeitura e Copasa, no ano de 2012, para contratação de serviços de água e esgoto, Mozart e Zé Marcos fizeram citações no mínimo estranhas, de que o acordo do Município com a estatal pode não ter sido feito legal. 

Mozart, que na sessão do Legislativo disse que "uma fonte deu conta de que a Copasa adquiriu a rede de esgoto local por R$ 8.000.000,00, mas alguém "levou R$ 2.000.000,00 por fora"", tratou de amenizar a situação: "Deixei claro que não acreditei, uma vez que a pessoa não concordou em confirmar ao Ministério Público. Acredito que seja um equívoco do "meu informante", pois o José Marcos, que participou da transação, conforme entrevista ao JOGO SÉRIO, nega o fato e eu acredito em sua posição", disse Mozart, após tomar conhecimento de que o vereador Leonardo Donizetti Moraes (Léo) pediu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar a "venda" da rede de esgoto da cidade.

Já quanto ao motivo da concessão da rede, da Prefeitura para a Copasa, por R$ 8.200.000,00, Mozart estranhou a argumentação de Zé Marcos, o qual justificou a venda do esgoto como forma de "salvar" as contas do Governo: "Durante minha permanência como secretário, mantive bom relacionamento com os funcionários da Prefeitura, em especial os das áreas de Administração e Finanças. E sempre confirmaram que as contas da Prefeitura estavam em dia e sob controle. Fui tomar conhecimento de que a "venda" foi para "tapar buracos" no último dia de mandato", estranhou Mozart, que antes tinha sido informado que Roberto Luciano deixaria R$ 10 milhões em caixa, para o sucessor, Jarbas Corrêa Filho (Jarbinhas). 

 

MOZART sugere à CPI...

Declaradamente favorável à implantação de uma autarquia municipal para administrar os serviços de água e esgoto, Mozart Faria enfatiza que a CPI deve ser séria, uma vez que duas outras já ocorreram, na Câmara, sem os resultados esperados por ele. Agora, o ex-secretário quer que Léo Moraes apure: "Quanto, onde e como foram aplicados os recursos da FUNASA? De quem é a responsabilidade pelo atraso e a paralisação das obras da ETE? Quanto a Copasa já arrrecadou de tarifa de esgoto em Guaxupé? Quanto e aonde foi aplicada a receita? Quanto a Copasa pagou de impostos e taxas para a Prefeitura, após a aprovação da Lei Municipal 2.224, de 22/10/2013, que revou a Lei 2.131, que dava isenção de impostos municipais à Copasa e proibia a cobrança de tarifa de esgoto? À ARSAE/MG, questionar sobre as tarifas cobradas pela Copasa, bem como o não cumprimento do cronograma de obras!", finalizou Mozart, que se colocou à disposição da CPI. 

 

Ex-prefeito Roberto foi à Câmara

O ex-prefeito Roberto Luciano Vieira, que não reside mais em Guaxupé desde 2012, quando encerrou seu mandato, esteve na Câmara Municipal no início desta semana, conforme apuração do Jornal JOGO SÉRIO. Na ocasião, o ex-gestor público solicitou informações sobre o pedido de CPI, feito por Léo Moraes, para apurar a concessão da rede de esgoto. Roberto, que está sendo convidado pelo JOGO SÉRIO para se manifestar a respeito do tema, ainda não aceitou conversar com o Jornal. Contudo, este veículo de comunicação mantém-se disponível para ouvir ao ex-governante. 

 

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