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Autor: Carlos Alberto - Data: 17/07/2018 18:31

Em depoimento à CPI, Mozart nega irregularidade na venda do esgoto e sugere investigação após o período do "Governo Roberto"

Mozart disse que, na verdade, suposto desvio de R$ 2 milhões não passou de "conversa sem fundamento"
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O ex-secretário Municipal de Meio Ambiente de Guaxupé, Mozart Faria, prestou depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito, formada pelo Legislativo Municipal, a fim de investigar a venda da rede de esgoto local, por R$ 8.200.000,00, realizada em 2012, da Prefeitura para a Copasa. O interrogatório ocorreu nesta manhã de terça-feira, 17 de julho, na sede do Segundo Poder, tendo Mozart afirmado que sua declaração anterior, de que “alguém levou R$ 2 milhões por fora” no negócio, não passou de uma “conversa sem fundamento algum”. A asseveração de outrora, feita por ele durante uma reunião com a Comissão de Meio Ambiente da Câmara, foi um dos pivôs da CPI, que também analisa outra afirmação, desta vez por parte do colega de governo de Mozart, o então chefe de gabinete, José Marcos Oliveira, que no mesmo encontro de quatro meses atrás disse que o ex-prefeito, Roberto Luciano Vieira, foi pressionado a entregar a rede esgotal para “fechar em dia as contas de seu mandato”.

A oitiva de Mozart durou uma hora e quinze minutos, tendo ele sido indagado pelos membros da CPI, vereadores Francisco Timóteo de Rezende (Chico, presidente), Leonardo Donizetti Moraes (Léo, relator) e Paulo César Beltrão (Paulinho, membro; Francis Osmar Silva e Luzia Angelini Silva também participaram). Durante o interrogatório, Faria voltou atrás e negou que houve irregularidade na venda ou que alguém tenha sido ilicitamente beneficiado: “Isso foi uma conversa que ouvi de uma pessoa, há cinco, seis anos atrás, nem me lembro mais quem foi... então, esse comentário saiu como saem vários. Eu não levei a sério, pois se tivesse levado, com certeza, teria tomado as devidas providências e levado aos conhecimentos do promotor ou a polícia. Ainda mais nesta época de desmoralização política pela qual o País vem passando... então, hoje, esta situação é muito difícil. Há as ‘fakes news’ e eu não tenho conhecimento, nem certeza e nem convicção sobre isto”, disse ele.

Embora contrário à renovação com a Copasa, Mozart Faria reconheceu que Roberto foi vítima de uma perseguição política, contrária à implantação da autarquia para as administrações da água e do esgoto locais. “Fizemos um projeto, o enviamos à Câmara, mas a maioria votou contra, pois enfrentávamos uma oposição raivosa, que pressionou pela renovação com a Copasa”, recordou Mozart. Munido de uma bolsa com documentos, recortes de jornais e informações, o interrogado pautou-se o tempo todo na tese de que foi voto vencido dentro do próprio grupo político, pois pretendia implantar a autarquia, mas viu a renovação com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais ser concretizada. Por fim, Mozart chamou a atenção da CPI de que se houve erro no passado, há equívocos ainda maiores atualmente, uma vez que a população continua pagando 50% a mais na conta d’água, como taxa de esgoto. Paralelamente a isto, a Prefeitura recebeu R$ 14 milhões para construir a Estação de Tratamento de Esgoto, cuja obra encontra-se paralisada há meses, embora o contrato previa que ela fosse concluída em quatro anos, a partir de 2013, quando o atual prefeito, Jarbas Corrêa Filho (Jarbinhas), assinou a Ordem de Serviço para a construção da usina.

 

 

SUGESTÃO PARA A CPI!

Mozart Faria, ao final de suas explanações, sugeriu aos membros da CPI que continuem as investigações: “A título de sugestões, peço que tomem as providências, pois estamos vivendo, no País, a ‘Operação Lava-Jato’ e, aproveitemos para apurar: ‘Quando, onde e como foram aplicados os recursos da Funasa? Apurar o motivo real da paralisação das obras da ETE e os responsáveis; quais as providências efetivamente tomadas da Câmara após a visita dos funcionários da Copasa ao Legislativo, em 29/10/2017? Quanto a Copasa já arrecadou com a tarifa de esgoto em Guaxupé? Quando e onde foi aplicada esta receita? Quanto a Copasa já pagou em taxas e impostos para a Prefeitura após a aprovação da Lei Municipal 2.224, de 22/10/2013? Quanto a Prefeitura pagou de tarifa de água e esgoto à Copasa de janeiro de 2013 a junho de 2018? Questionar a ARSAE/MG sobre o não cumprimento de prazo pela Copasa, conforme relatório de fevereiro de 2013; deixar bem claro à população qual é o real interesse dos vereadores na questão do saneamento básico: se são favoráveis à Copasa ou a autarquia municipal?” A obrigação de apurar isto é de vocês, que são vereadores, representam o povo e recebem salários para fazer isto!”. finalizou Mozart, que abriu a série de depoimentos à CPI do Esgoto. CLIQUE AQUI e acompanhe a íntegra do depoimento de Mozart Faria. – VEJA, logo mais, detalhes sobre o depoimento de Zé Marcos, também prestado hoje, à Comissão.

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