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Autor: Carlos Alberto - Data: 10/10/2018 17:26

Jorginho contesta o índice de desempenho da Educação e acusa a Prefeitura de prejudicar investigação do caso de "estagiários "laranjas"

O vereador Jorginho foi taxativo: "Parece que "está tudo certo", que não há ilegalidade nenhuma, mas há coisas mais graves ainda que virão à tona, na hora certa!"
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O vereador Jorge Batista Bento da Paz fez, nesta noite de segunda-feira, 8 de outubro, duas advertências ao governo municipal de Guaxupé, sob a alegação de que os índices de desempenho da Educação podem não corresponder à realidade e que o Executivo tenta camuflar o envio de documentos específicos, solicitados por Jorginho, relativos ao caso dos “agentes comunitários laranjas”, ocorrido em julho último, quando estagiários tiveram, sem autorizarem, seus nomes adicionados a programas do governo federal, como sendo profissionais da Saúde, para fins de conquista de recursos públicos. Habituado a fiscalizar a Prefeitura, enquanto representante do povo, no Poder Legislativo, o parlamentar em questão deixou claro que denúncias ainda mais graves estão por vir, com vistas a supostas irregularidades.

Jorginho, que fez as revelações no Grande Expediente daquela reunião, contestou números exibidos pela Prefeitura, sobre o eventual sucesso da rede municipal de Educação: “Solicito, primeiramente, um ofício ao governo municipal, com base na Lei de Acesso à Informação, sobre as avaliações de desempenho, principalmente do CAIC. Eu sei que há professores solicitando revisão destas avaliações e é uma documentação que precisa ser acompanhada pelo Legislativo. Eu não sou da Comissão de Educação, mas é minha obrigação fiscalizar também! Quero ver se está tudo dentro da legalidade, se toda a documentação está pertinente, se esta avaliação de desempenho não está infringindo os princípios da impessoalidade, moralidade e legalidade”, esclareceu o vereador.

 

Caso dos estagiários “laranjas”...

Autor da denúncia de que dezenas de estagiários da Prefeitura foram inscritos no DataSus como sendo médicos e agentes comunitários de Saúde, Jorginho criticou o comportamento do alto escalão do Executivo: “Pedi uma coisa e me mandaram outra! Pedi algo específico e o que fizeram? ‘Manda bastante coisa, sem especificar o que ele solicitou, pois é prova contra a gente! Ele vai ter que analisar todo este montante aí para tentar deliberar alguma coisa’. Eu estou analisando todos os aspectos, pois vou ratificar o pedido, da forma que eu pedi, já que esta resposta não passou nem perto do que foi solicitado. E isto infringe a Lei de Acesso à Informação! E eu recebi mais denúncias, tem mais questões envolvendo a Saúde! Há um inquérito aberto no Ministério Público e eu até comuniquei a Promotoria de que novos fatos e novas informações serão encaminhados para serem anexados a este inquérito. Parece que ‘está tudo certo’, que não há ilegalidade nenhuma, mas há coisas mais graves ainda que virão à tona, na hora certa! Nas ruas, as pessoas me perguntam: E aí? O que deu lá? Terminou tudo em pizza. E eu respondo que não, pois a investigação está em andamento ainda”, expressou-se Jorginho.

 

Geração de empregos...

Antes de encerrar sua participação no Grande Expediente, o vereador Jorginho destacou a crítica do estudante universitário Paulo César Eduardo, que usou a Tribuna Popular naquela sessão da Câmara para criticar a falta de empregos na cidade. Ciente de que a reivindicação do cidadão é legítima, Jorge Batista posicionou-se: “Quando ele cita a questão emprego, é lógico que o Legislativo tem atribuições voltadas a isto, mas a ‘peça chave’ é o Executivo! Inclusive, vários vereadores estão cobrando, mas o chefe do Executivo e a Secretaria de Desenvolvimento precisam nos apresentar qual é seu projeto para a cidade, neste sentido! Não podemos apresentar um projeto de lei aqui porque este aspecto é exclusivo do Executivo”, justificou-se Jorginho.

 

Sem defesa!

Apesar de estar presente à 16ª Sessão Ordinária da Câmara, o líder do prefeito Jarbas Corrêa Filho (Jarbinhas), vereador Leonardo Donizetti Moraes (Léo), não contestou as declarações de Jorginho. As palavras do oposicionista, vale lembrar, também não foram combatidas pela bancada da situação, habitualmente formada por Wilson Ruiz de Oliveira (Tomate), Donizetti Luciano dos Santos (Zettinho), Francisco Timóteo de Rezende (Chico), Luzia Angelini Silva, Paulo César Beltrão (Paulinho) e pelo próprio Léo. - Já pouco após a veiculação desta matéria, a assessoria de comunicação da Prefeitura atendeu ao pedido do JOGO SÉRIO, feito nesta manhã de quarta-feira, tendo respondido: "Todos os ofícios são respondidos pela Secretaria Municipal de Governo e Planejamento e em alguns casos os levantamentos de dados extrapolam o prazo regimental e ocasiões onde isso acontece, o Governo Municipal solicita à Câmara dilação de prazo. O Executivo reforça os votos de respeito e união ao Legislativo".

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