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Autor: Carlos Alberto - Data: 28/11/2018 11:09

Maria José denuncia falta de manutenção em estradas rurais e as más condições do "Aterro"

Segundo a parlamentar, crianças estão impedidas de ir à escola, seus pais não conseguem chegar à cidade e todos ficam "ilhados" na zona rural
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A vereadora Maria José Cyrino Marcelino denunciou, nesta noite de segunda-feira, 26 de novembro, a falta de manutenção em estradas vicinais pertencentes a Guaxupé. Segundo a parlamentar, que fez pronunciamento na 19ª Sessão da Câmara Municipal, famílias inteiras têm sido prejudicadas por não conseguirem locomoção, tendo inclusive crianças e adolescentes da zona rural ficado sem ir à escola. Conhecedora das instâncias rurais locais, a legisladora chamou a atenção para uma suposta falta de planejamento, por parte da Prefeitura, no tocante à atenção a moradores de fazendas, sítios, chácaras e colônias, em geral. – Num outro ponto de seu discurso, Maria criticou também as más condições do Aterro Controlado, o qual, segundo ela, mais se parece com um “lixão” e encontra-se em total desacordo com a legislação ambiental.

Maria José leu correspondências de pessoas indignadas com o problema das estradas rurais: “‘Somos produtores e é do campo que sai o maior PIB de nossa cidade. É assim que tratam nossos filhos? É assim que querem manter a população rural?’”, indagou Maria José, com carta de cidadão em mãos. Segundo ela, que na semana passada visitou famílias rurais, a situação, de fato, é lastimável: “Nas estradas, o mato está com cerca de 60 centímetros e está se fechando. Então, a água se acumula e as estradas vão ficando cada vez piores. O ônibus que passa (para levar crianças às escolas), às 6h, que é terceirizado e não da Prefeitura, encontra dificuldades para se locomover. E, aí, os próprios agricultores é quem fazem o socorro, puxando o ônibus com tratores de pá, sendo que o veículo está cheio de crianças pequenas e pode acabar deslizando e caindo”, alertou ela.

Com imagens expostas em plenário para os pares, a vereadora alegou estar ciente de que trata-se, agora, de um período chuvoso. Porém, Maria José chama a atenção para a falta de planejamento: “Estamos na época das águas, pouco pode ser feito, pois a natureza está no seu tempo. O que pode e deve ser feito são os trabalhos de emergência e socorro, garantido os direitos deste povo, que é tão importante e goza do direito de ir e vir à cidade. Sem estradas, eles ficam praticamente ilhados e precisam de auxílio. Nesta época, já deveria ter sido feita a manutenção e recolocado o cascalho. Não houve manutenção e, se aconteceu, não foi feita na época correta”, ressaltou.

 

ATERRO “DESCONTROLADO”

Ainda em seu discurso, na mesma sessão da Câmara, a vereadora Maria José criticou também a situação do Aterro Controlado Municipal, que fica na Rodovia MG 450, entre Guaxupé e Tapiratiba. Segundo ela, o local apresenta as condições de um “lixão”, o que é extremamente proibido pela legislação federal. “Solicito averiguação da área destinada à exposição final dos resíduos, a qual se encontra em situação inadequada, com os resíduos diversos a céu aberto. Sem a cobertura do solo, caracteriza-se mais como um ‘lixão’, o que foi registrado por mim, em ‘loco’, dia 26 de outubro. Segundo os sitiantes daquele entorno, a última vez que viram aterramento de lixo ali foi em julho! Foi-me, ainda, relatada a presença de cachorros, urubus e catadores, além de um forte mal cheiro”, detalhou ela.

Ainda a respeito do “Lixão”, Maria José chamou a atenção para a cascalheira do local, que está sendo tomada por lixo e deveria, na verdade, ser utilizada para suprir as demandas das estradas rurais. Maria José, em sua fala, aproveitou a presença do ex-secretário de Obras da Prefeitura, José Marcos Oliveira (do governo Roberto Luciano Vieira), para criticar: “Veja, Zé, esta é a situação da cascalheira, atualmente! Está totalmente tomada pelo lixo e trata-se de um recurso natural não renovável. E este cascalho poderia e deveria ser usado para a manutenção de nossas estradas rurais. Espero, enfim, ter sensibilizado as autoridades competentes para a necessidade da proteção às pessoas e ao meio ambiente”, pediu Maria José, antes de deixar a Tribuna.

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