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Autor: Carlos Alberto - Data: 12/03/2019 12:34

Mozart Faria e Léo Moraes trocam ofensas em plena sessão da Câmara

Mozart teve a fala cortada por Léo, que encerrou a sessão sob a alegação de que o cidadão estava alterado. Faria, por sua vez, xingou o vereador e prometeu recorrer aos direitos constitucionais para falar na Tribuna
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O ex-secretário de Meio Ambiente de Guaxupé, Mozart Faria, e o presidente da Câmara Municipal, Leonardo Donizetti de Moraes, se trocaram ofensas nesta noite de segunda-feira, 11 de março, durante a 2ª Sessão Ordinária do Legislativo local. O primeiro, que usaria a Tribuna para falar dos problemas de saneamento básico da cidade, teve o direito de pronunciamento suspenso pelo segundo, o qual alegou falta de respeito em plenário e encerrou a reunião. Léo, como é conhecido o referido político, foi chamado de mal elemento e palhaço, por Mozart, que se irritou após a leitura do relatório da CPI, criada em 2018, com as participações do atual dirigente daquela Casa de Leis, além de seus colegas, Francisco Timóteo de Rezende (Chico) e Paulo César Beltrão (Paulinho), para investigar declarações do prório Mozart, e de seu colega de governo, José Marcos de Oliveira, de que a transação entre Copasa e Prefeitura, para a concessão da rede de esgoto, não foi feita de forma idônea.
Mozart se posicionou da Tribuna e, antes de iniciar a fala, relativamente ao tema proposto, desabafou contra o conteúdo do relatório da CPI, que responsabilizou a ele e Zé Marcos pelas alegações de que, conforme já divulgado pelo JOGO SÉRIO, “alguém teria levado R$ 2 milhões ‘por fora’ na ‘venda’ da rede, que foi de R$ 8.200.00,00, da Copasa para a Prefeitura, durante o governo do ex-prefeito Roberto Luciano Vieira. A Comissão, que trabalhou de 23 de abril de 2018 até o início deste ano, nada conseguiu provar quanto às insinuações dos ex-secretários, mas considerou a dupla irresponsável por conta das afirmações. Na Tribuna, Faria criticou: “Estou surpreso, pois tenho 74 anos de idade e nunca esperava, na minha vida, passar por um vexame destes, ouvindo tantas besteiras! Tenho conhecimento sobre a Câmara desde 1950, sendo que de todos os presidentes, somente não tive convivência com dois deles. Vereadores que estão aqui há mais tempo, como a Luzia e o Jorginho, conhecem minha conduta e o respeito que sempre tive por esta Casa. Mas, o que ouvi hoje é desagradável, mas tenho tranquilidade, pois a régua que está medindo esta CPI não é a que mede! São pessoas que não têm condições de estar onde estão! Quero agradecer aos vereadores que me defenderam e apoiaram, mas a situação é esta”, desabafou Mozart.
Ainda no início de seu pronunciamento, Mozart indagou a Timóteo e Beltrão se, na reunião em que gerou todas as polêmicas, no início do ano passado, ele havia citado algum nome, tendo a dupla de parlamentares concordado que não. Sendo assim, Mozart dirigiu-se a Léo Moraes, que foi o relator da CPI: “Então, senhor, presidente e relator da Comissão, eu não citei ninguém!”, disse ele, que foi advertido pelo presidente: “O senhor assinou o termo de responsabilidade sobre sua fala. Se for alterar, vou encerrar a sessão!”, ameaçou o dirigente, que cumpriu o prometido. Mozart, visivelmente inconformado, esbravejou: “O senhor encerra porque é digno disto mesmo! Está querendo ser dono daquilo que não é! O senhor vai encerrar a reunião porque é um mal elemento! É uma pessoa que não representa Guaxupé! O senhor é um palhaço!”, gritou Mozart. Léo, ainda na Mesa Diretora, retrucou: “O senhor era secretário do Meio Ambiente e, quando recebia valores da Secretaria, o senhor assumiu e ficou o tempo todo quieto. Eu encerro a sessão, em nome de Deus", finalizou Léo, que foi rebatido: "Eu "recebia valores" porque eu trabalhava e fazia jus a meu salário!", retrucou Mozart. Após o impasse, a sessão foi encerrada, Léo Moraes adentrou as dependências da Câmara e Mozart deixou o local.

Presidente "brigão" ou cidadãos provocantes demais?
Esta é a segunda vez, somente neste ano, que o novo presidente da Câmara protagoniza confusão com cidadãos que visitam aquela Casa de Leis. Na primeira reunião do ano, realizada dia 25 de fevereiro último, o dirigente discutiu amplamente com o comerciante Bruno Nascimento, líder de movimento contrário ao projeto de "grandes geradores de resíduos sólidos". Naquela ocasião, diga-se de passagem, Léo ameaçou, mas não cumpriu, a promessa de encerrar a sessão. Desta vez, com Mozart, o dirigente sequer deu tempo ao cidadão, que estava disposto a debater.

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