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Autor: Carlos Alberto - Data: 26/03/2019 16:08

Coordenador da Defesa Civil fala do trabalho pelo combate às enchentes e a possível realocação de moradores da "Progresso"

Edson Kilian Bitencourt, que já foi vereador, fez seu pronunciamento na Tribuna da Câmara, a respeito do trabalho que a Prefeitura realiza na cidade para combater alagamentos, enchentes e outros desastres do tipo
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O coordenador da Defesa Civil da Prefeitura de Guaxupé, Edson Kilian Bitencourt (que já ocupou o cargo de vereador), usou a Tribuna da Câmara Municipal nesta noite de segunda-feira, 25 de março, durante a 3ª Sessão Ordinária do Legislativo. Na ocasião, ele prestou contas sobre o Plano de Contingência e Episódios de Alagamentos em Virtude da Precipitação Pluviométrica. Para se entender melhor, o representante do Poder Executivo local deu informações sobre o que o governo local tem feito para evitar ocorrências como as de 2017 e do início deste ano, quando bairros como a Vila Progresso, o Parque da Figueira, entre outros pontos da cidade, foram vitimados por inundações, decorrentes do período chuvoso.

Kilian, na semana passada, esteve em Brasília, onde participou de uma audiência com o Ministério do Desenvolvimento Regional, realizada a pedido do deputado federal Emidinho Madeira, para buscar solução aos problemas ocasionados pelas enchentes em Guaxupé, Monte Belo, Muzambinho, Monte Santo de Minas e Jacui. Da Vila Progresso, bairro mais afetado pelas inundações de 2017 e do dia 3 de março deste ano, o coordenador da Defesa Civil explicou que o objetivo da Prefeitura é encaixar as setenta e quatro famílias atingidas num programa habitacional do governo federal. Isto, principalmente porque relatórios da engenharia civil e da área ambiental guaxupeanas dão conta de que todas as intervenções que possam ser feitas naquela região serão apenas paliativas. “Pedimos, ao secretário nacional, que aquelas famílias saiam daquele local e vão para um lugar seguro. E, como estávamos na Secretaria de Habitação, Legislativo e Executivo de Guaxupé foram até Brasília para tentar a realocação destas famílias”, informou Kilian, que referiu-se, junto a isto, à vinda de dois profissionais da Defesa Civil Nacional a Guaxupé, nesta semana, para analisar o melhor caminho a trilhar no caso da Vila Progresso.

 

Outras áreas afetadas...

Também em seu pronunciamento, Edson Kilian mencionou outras áreas de risco em Guaxupé. Entre elas, citou a MG 450 e o Jardim Aeroporto, onde ocorrem frequentes queimadas; os deslizamentos de terras no Jardim Bela Vista e na Rua Alcides Baldini, que fica no Centro; o Parque da Figueira, a Rua Dr. Antônio dos Santos Coragem, trechos da Avenida Felipe Elias Zeitune, entre o Parque dos Municípios I e o Residencial Monte Verde; e outras áreas da Avenida Conde Ribeiro do Valle, também frequentemente alagadas. Em todas elas, garantiu ele, a Prefeitura tem realizado intervenções para evitar problemas maiores, mas o agente público deixou claro que após o apoio da Defesa Civil Nacional melhorias mais eficazes serão desencadeadas.

 

Muita chuva

Ainda sobre a incidência de chuvas em Guaxupé nos últimos dias, Kilian explicou: “Do dia 18 de fevereiro a 24 de março houve uma precipitação de 560 milímetros de chuva em Guaxupé! Para se ter uma ideia, um milímetro equivale a um litro de água, num metro quadrado. A informação é em tempo real, com a estação pluviométrica localizada no barracão da Secretaria de Obras”, detalhou o coordenador, com o propósito de transmitir a mensagem de que o período chuvoso dos últimos meses foi além do esperado, o que causou, em partes, os alagamentos nos bairros e áreas centrais de Guaxupé. Ciente do compromisso do poder público para com a população, Kilian frisou, antes de concluir, a responsabilidade tanto dos vereadores quanto da Prefeitura, no sentido de fiscalizar as construções de loteamentos, a fim de evitar problemas como na Vila Progresso, que foi edificada em zona alagadiça, há cerca de trinta anos: “Para os senhores, vereadores, é uma responsabilidade muito grande, pois está nas mãos do Executivo e o Legislativo vigiar este tipo de área, olhando o Plano Diretor e não permitindo que loteamento sejam feitos em áreas onde certamente ocorrerão alagamentos”, finalizou o representante do Executivo, que recepcionará a equipe da Defesa Civil Nacional, por estes dias, em Guaxupé, com o objetivo de aproveitar ao máximo a experiência e o conhecimento dos engenheiros que farão as vistorias aos pontos de risco.

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