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Autor: Carlos Alberto - Data: 14/05/2019 12:16

Representante de transportadores escolares pede apoio à Câmara para formar associação

Marcos Venâncio usou a Tribuna durante a 6ª sessão, realizada nesta noite de segunda, 13 de maio, na sede do Legislativo
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O motorista profissional Marcos Venâncio fez um pronunciamento na Câmara Municipal de Guaxupé, nesta noite de segunda-feira, 13 de maio, durante a 6ª Sessão Ordinária. Inscrito para falar sobre o desejo de criar uma associação dos transportadores coletivos escolares, ele aproveitou para denunciar irregularidades praticadas tanto por alguns colegas de profissão quanto por parte de proprietários de veículos particulares, os quais, segundo o reclamante, prejudicam o fluxo de veículos, com comportamentos inadequados, principalmente em frente às escolas.

Marcos usou a Tribuna para pedir o apoio aos vereadores, no sentido de criar a associação: “O Paulinho Beltrão já está nos apoiando, estamos buscando informações em outras cidades para formar a associação do transporte escolar. Isto, para qualificar os motoristas, tornar o serviço mais eficiente, de melhor qualidade e outras providências. Há, por exemplo, veículos sem condições de trafegar e, por isto, deverá haver uma vistoria adequada. Ainda sobre os benefícios, os motoristas terão cursos variados, com ênfase à ética deles durante a realização do trabalho. Queremos também padronizar os veículos, ministrar palestras nas escolas e fazer o que for preciso. Portanto, só precisamos do apoio dos políticos, enquanto Executivo e Legislativo, pois isto nos fortalecerá demais!”, disse ele.

Em seu discurso, Marcos pontuou irregularidades que comprometem o cotidiano de quem anda em dia com a legislação: “Há veículo que está fazendo transporte aqui, mas com placas de fora, às vezes você indaga se o condutor é mesmo o motorista da empresa e ele confessa que é só o lavador e que está na função por emergência. Isto, sendo que na própria licença, expedida pela Prefeitura, diz que o condutor tem que estar autorizado, precisa ser qualificado, ter a CNH adequada e atender a outras normas. Eu e outros vemos que há transportador escolar de forma irregular, fala no celular enquanto dirige, usa chinelos, de boné e sem qualquer qualificação técnica que lhe é exigida. Então, nossa categoria está sofrendo!”, expôs Marcos.

Outro problema grave, conforme o motorista (que representa a classe, com cerca de trina e cinco vãs), é o crescimento desordenado do número de vãs: “A lei 1915, de 2009, quando havia 48.726 habitantes em Guaxupé, dizia que o aumento de um transporte escolar ocorreria a cada dois mil novos habitantes. Em 2016, naquela campanha política, o Durvalino mudou a lei, que autorizou um veículo para cada mil habitantes. Só que a lei mudou, agora é 2.389, onde ficou definido, como limite máximo, a quantidade de 35 veículos para serviços de transportes coletivos escolares. Só que, na mudança da lei, no Artigo 10 permitiria o aumento se houvesse o crescimento da população. Hoje, somos trinta e seis vãs, o que equivale ao aumento de onze mil habitantes, de lá para cá. O Senso de 2016 diz que somos 51.750 habitantes, mas cadastraram mais onze vãs! Então, fica difícil trabalhar, pois não há a quantidade de alunos correspondentes”, desabafou o manifestante.

Ainda em seu pronunciamento, Marcos Venâncio criticou o comportamento de pais de alunos, os quais, segundo ele, prejudicam o tráfego de veículos quando deixam ou buscam seus filhos nas escolas: “A gente chega nas portas das escolas, não consegue estacionar devido aos pais de alunos, condutores de automóveis, que param em fila dupla, embora a Prefeitura já tenha delimitado o espaço de cada um. Aí, vamos falar com o cidadão e geramos conflitos. Sendo assim, a gente para no meio da rua para embarque e desembarque de nossos clientes, sendo que a PM, também dentro da lei, nos multa, pois estamos sendo forçados a infringir a lei”, reclamou o rapaz, que elencou a Avenida Dona Floriana, em frente às escolas da Fundação Educacional Guaxupé, como um dos pontos mais críticos (vale lembrar que as boa prática na direção de veículos é tema debatido tanto no Unifeg quanto no Colégio Dom Inácio, junto a seu público. Porém, segundo a reclamação de Marcos, alguns condutores insistem em não seguir às sugestões).

Após as explanações de Marcos Venâncio, o presidente da Câmara Municipal, Leonardo Donizetti Moraes (Léo), enfatizou a importância da associação, que resultará numa série de benefícios e protegerá a classe. Léo, como é conhecido o legislador, lembrou que as condições do transporte público coletivo em Guaxupé são estão sendo tema de intervenções por parte da Câmara, num trabalho liderado por Francis Osmar da Silva e Ari Cardoso: “Temos uma comissão interna aqui que está, inclusive, atuando em casos de transporte coletivo urbano, junto à Tuga. E creio que serão os mesmos que atuarão ainda mais de perto nesta causa do transporte escolar em Guaxupé. Foi bom você vir e tenha a certeza de que tem nosso apoio”, finalizou Léo, que divulgará outra reunião com os motoristas de transporte escolar, com vistas ao devido auxílio para a constituição da associação.  

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