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Autor: Carlos Alberto - Data: 23/10/2019 16:43

Jorginho ratifica as denúncias contra a Prefeitura na CPI do sistema fotovoltaico

A audiência aconteceu nesta tarde de quarta-feira, 23 de outubro, na sede do Legislativo local
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O vereador Jorge Batista Bento da Paz, que é popularmente conhecido como "Jorginho", foi o primeiro a prestar depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito que apura as denúncias dele, de que houve irregularidades na implantação do sistema de iluminação fotovoltaica nos trevos de Guaxupé, entre os anos de 2016 e 17.
A oitiva de Jorginho aconteceu nesta tarde de quarta-feira, 23 de outubro, quando ele respondeu às perguntas do trio que compõe a CPI: Donizetti Luciano dos Santos (Zettinho, presidente), Paulo César Beltrão (Paulinho, relator) e Ari Cardoso (membro, o qual chegou atrasado por problemas de agenda).
Em suas explanações, Jorginho criticou a Prefeitura, que pagou cerca de R$ 2 milhões para iluminar os trevos do Japy, da Rodovia Jamil Nasser e do Pólo Industrial, sob a promessa de que o sistema seria auto-sustentável, mas iso não aconteceu, conforme o vereador: "Toda energia solar captada deveria retornar à Cemig. Assim, o Município não teria de custear os gastos com a iluminação dos trevos, além de que os créditos seriam usados para abater nas contas de prédios públicos", informou Jorginho.
Porém, conforme o denunciante, três anos após a instalação do sistema, o benefício prometido não aconteceu: "A própria Prefeitura admitiu, via ofício, que o sistema fotovoltaico não estava funcionando e 100% do consumo estava sendo pago à Cemig", lembrou Jorginho, que na ocasião teria sido informado (pelo Município) que, de fato, houver falha, mas elas seriam sanadas.
Insatisfeito, Jorginho levou o caso ao Ministério Público, nas esferas cível e criminal, tendo havido arquivamento por parte de eventual crime, mas solicitação para apurar os possíveis equívocos operacionais do sistema. O caso também foi apreciado pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, onde a decisão foi semelhante a do MP: "Fiz as contas e constatei que a economia foi, no máximo, de 30% e não de 100%, conforme prometido. E, pelos R$ 2 milhões investidos não faz sentido esse custo, que gerou prejuízo aos cofres públicos", completou ele, que chegou a afirmar que a Prefeitura mentiu ao TC/MG.
Para Jorginho, houve negligência e, sendo assim, ele pede que a Comissão contrate uma empresa especializada para confirmar sua denúncia. "Não se deve observar apenas o edital, mas a divulgação intensa por parte dos gestores, em pleno período eleitoral, de que se tratava de um sistema revolucioário! Mas, na realidade, o serviço não condiz com o que foi prometido e há, ainda, um empresário do ramo que garante ser possível realizar o mesmo serviço por R$ 900 mil", afirmou Jorginho, que pediu prudência à CPI no sentido de apurar com isenção e zelo para chegarem ao veredito final.
Antes de encerrar, o vereador ouvido exclamou: "Foram R$ 2 milhões para placas que não duram vinte e cinco anos, além do custo de R$ 14 mil para cada poste. então, serão necessários cinquenta anos, gerando só 30% de energia, para o sistema valer a pena! Foi vantajoso à população pagar este valor mesmo com o sistema gerando só isso? É possível o sistema gerar mais do que isto?", concluiu o vereador. A CPI terá sessenta dias para emitir relatório final, onde divulgará se a denúncia de Jorginho tem ou não procedência.

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