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Autor: Carlos Alberto - Data: 30/09/2016 08:52

Como os aspectos psicológicos podem melhorar a minha dor de cabeça?

Alguns estudos, por exemplo, sugerem o estabelecimento de relações entre fatores de personalidade
Facebook Twitter LinkedIn Google+ Addthis Como os aspectos psicológicos podem melhorar a minha dor de cabeça?

Descrições sobre dores de cabeça ou enxaqueca são encontradas na literatura desde os primórdios da escrita humana. Dentre as diferentes possibilidades de diagnósticos para relatos de dor de cabeça, a cefaléia de tensão é apontada como um dos transtornos mais comuns. Sua dor é insuficientemente compreendida e, frequentemente, relacionada a fatores emocionais, daí a designação comum de cefaléia de estresse sendo, também, mais comum em mulheres. A faixa etária mais atingida costuma variar dos 20 aos 50 anos, piorando na quarta década e diminuindo com a idade. Relatos médicos alertam para o fato de que pacientes com dor crônica tendem a procurar ajuda profissional com mais frequência devido à percepção de incômodo persistente e suas consequências danosas às condições de enfrentamento do dia-a-dia.

Infelizmente a maioria dos pacientes com esse tipo de cefaléia não procura ajuda médica no período inicial do problema, sendo comum a automedicação com analgésicos indicados para outros tipos de dores de cabeça. Há, ainda, o risco do uso abusivo de medicamentos, conduzindo ao agravamento do problema, denominado “efeito rebote”, além da possibilidade do desenvolvimento de dependência farmacológica.

Pesquisas apontam relações significativas entre algumas desordens psiquiátricas e a etiologia da cefaléia de tensão. Alguns estudos, por exemplo, sugerem o estabelecimento de relações entre fatores de personalidade (como: rigidez, hostilidade, baixa autoestima e sentimentos de desamparo) e o uso de estratégias ineficazes para o enfrentamento de situações estressantes.

Sob a perspectiva da Psicologia da Saúde, percebesse que os modelos explicativos mais recentes começam a explorar uma suposta relação funcional entre o indivíduo e a doença. Estudos que investigam as relações entre transtornos de ansiedade e tensão motora (que pode, em alguns casos, contribuir para a cefaléia de tensão) permitem a compreensão do desenvolvimento de processos crônicos de dor. Daí a necessidade de procurar psicólogos ou Fisioterapeutas que podem atuar no manejo da dor, que possam mostrar aos pacientes, os caminhos para a compreensão dos mecanismos de dor e facilitar o li dar dos pacientes com a dor crônica. A busca por situações de controle emocional e mecanismos para dessensibilizar as vias que podem provocar as limitações dos pacientes, principalmente relacionadas aos hábitos de vida diária. Quando no início dos sinais e sintomas, procure avaliação fisioterapêutica especializada, ou um profissional psicólogo com especialização na área de terapia cognitivo comportamental ou dor crônica.

 

Prof. Ms. Luiz Henrique Gomes Santos

CREFITO4: 115915F

Doutorando em Fisioterapia - Lab. de Eletrotermofototerapia - UFSCAR
Coordenador do curso de Fisioterapia – UNIFEG

Diretor clínico do Instituto sulmineiro de cabeça e pescoço – ISCP

Delegado do CREFITO-4 na mesorregião de Guaxupé – MG

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