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Autor: Waddy - Data: 07/11/2016 21:23

Sabe o quanto seu comportamento pode influenciar na forma que você entende por sua dor

O comportamento que cada um assume como rotina diária, é capaz de proporcionar altos níveis de ansiedade e estresse.
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A dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a um dano tecidual real ou potencial, e é o sintoma mais comum em pacientes com dor crônica. A dor crônica desempenha um papel significativo na incapacidade, tornando impossível para as pessoas executar atividades físicas. Além disso, essa condição geralmente tem relação com transtornos psiquiátricos, especialmente depressão maior. Ambas as condições são frequentemente tratadas inadequadamente e resultam em incapacidade significativa, redução da saúde e qualidade de vida (QV), o que aumenta muito o uso e os custos com a saúde.

O comportamento que cada um assume como rotina diária, é capaz de proporcionar altos níveis de ansiedade e estresse. Os pensamentos relacionados às pessoas ou o que eles possam estar pensando de nós, criam tensões e comportamentos de expectativa. E a expectativa na maioria das vezes, é negativa. O mesmo ocorre quando temos a expectativa de ter alguma doença. Já ouviu algo como, “você tem uma coluna cheia de bicos de papagaio”, “você tem hérnias de disco”, “sua coluna parece de uma pessoa de 80 anos”, “agora não poderá fazer muita coisa devido ao seu problema, pois a dor pode voltar”. São falas que costumamos receber de inúmeros profissionais da saúde, e isso altera de forma significativa nosso comportamento, nos deixando em uma posição de limitação física, emocional e até mesmo social. Quando estas informações limitam, nós tendemos a assumir uma posição de ansiedade (para melhorar e voltar a fazer o que gostamos) ou em depressão por achar que não podemos fazer mais nada.

O Fisioterapeuta tem papel fundamental neste processo e nas expectativas dos pacientes, e a primeira coisa que a literatura relata é que somos os primeiros profissionais que podem “quebrar” as crenças de informações errôneas oferecidas por diversos profissionais que fazem o atendimento primário. É de fundamental importância, que o paciente entenda que a ansiedade e o estresse, provocados pelas noticias negativas, não podem limitá-los, e que a dor sempre será menor em pessoas mais ativas. Quanto mais nós nos movimentarmos, menor será o limiar de dor e consequentemente nossas limitações.

Juntamente com a Fisioterapia, a Psicologia pode auxiliar nesta “quebra” de pensamentos que se incorporam para deixar os pacientes mais limitados.

Aos pacientes que sofrem com dor crônica, informamos que a dor sempre será amplificada por um comportamento negativo que se incorpora a nossa rotina de atividades. Quanto maior o estresse, ansiedade ou depressão, pior serão os sintomas da dor, pois muitas vezes a lesão cicatriza, e a dor perpetua, e isso tem relação direta com a forma que você tem enxergado o mundo aqui fora.

Procure sempre fisioterapeutas que possam lhe orientar sobre conceitos atualizados e que colaborem com a sua recuperação desde a avaliação, que precisa ser ampla e rica de detalhes sobre sua vida pessoal (fatores psicossociais). Lembre-se, o barato (no início) sempre será mais caro (no final). Procure profissionais especializados.

 

Prof. Ms. Luiz Henrique Gomes Santos

CREFITO4: 115915F

Doutorando em Fisioterapia - Lab. de Eletrotermofototerapia - UFSCAR
Coordenador do curso de Fisioterapia – UNIFEG

Diretor clínico do Instituto sulmineiro de cabeça e pescoço – ISCP

Delegado do CREFITO-4 na mesorregião de Guaxupé – MG

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