Autor: Carlos Alberto - Data: 29/11/2016 14:12
Coluna Jogo saudável: Como os profissionais da saúde podem influenciar negativamente ou positivamente na dor crônica
Dor é uma experiência sensorial desagradável a todos nós. E ela ocorre decorrente de alguma agressão aos sistemas do nosso corpo (articular, muscular, pele, osso, etc...). A dor aguda é a que se assemelha a esta situação, porque após este período de lesão (seja ela qual for), haverá cicatrização e consequentemente desaparecimento dos sinais e sintomas. Porém, a dor crônica é uma experiência dolorosa acima de 3 meses e pode não ter uma causa objetiva. Hoje, vamos tratar de algumas situações do nosso cotidiano que nos fazem sentir mais ou menos dor, para isso, farei alguns questionamentos para pensarmos juntos. Porque um paciente tem hérnia de disco há anos e não sente dor alguma? Porque uma paciente que não tinha dor e após fazer uma radiografia é constado bicos de papagaio, e aí ela passa a sentir dor?
Hoje, a informação esta muito rápida nas redes sociais e quando um profissional da saúde fornece informações do tipo, “sua coluna esta fora do lugar”, “você tem hérnia de disco”, “sua coluna parece de uma pessoa com 80 anos”, “você tem um importante desgaste no joelho”, a primeira coisa que muitos pacientes fazem, é buscar na internet. E isso geralmente amplifica os problemas, e consequentemente a dor. Pois, as informações possibilitam aumentar o número de problemas relacionados a informação errada que foi passada. A primeira coisa, a saber, é, que a sua coluna não “sai fora do lugar”, nós não somos feitos como blocos de encaixes perfeitos, nossa melhor postura é e sempre será a mais cômoda para nós.
Os exames por imagem como radiografias, tomografias e ressonâncias magnéticas, são e sempre serão complementares. O fato de existir Hérnias de disco, bicos de papagaio, artroses, não são indicativos de dor e limitação. Não recomendamos que isso sejam causas de afastamentos de atividades física, repousos prolongados e restrições funcionais para trabalho. A forma que encaramos nossas limitações e nossa dor é algo que diz o que seremos no futuro. Darei um exemplo. Se eu me acidentar e “quebrar” a perna em um acidente de moto no meio da rodovia, não consigo me mexer de tanta dor. Mas, esta se aproxima um caminhão enorme em alta velocidade, será que eu vou me movimentar? Provavelmente vou me levantar e correr para o mais longe possível da rodovia. Consegue perceber que neste exemplo a minha dor por estar relacionada a informação que eu tenho? Estudos mostram que, se os profissionais saúde realmente valorizarem, o que devem, nos exames por imagem, e nos exames clínicos, os pacientes podem ter melhor qualidade de vida e grandes possibilidades de enfrentar as limitações e consequentemente melhorar. Recomendamos que todos as pessoas com dor procurem ajuda especializada e que tenham a consciência de que a dor, é extremamente importante e funciona com o um sistema de grande integração do nosso corpo com a nossa mente.
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Redação: R. Dr. Joaquim Libânio, nº 532 - Centro - Guaxupé / MG.



