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Autor: Carlos Alberto - Data: 31/01/2017 21:22

Guaxupé tem poucas vacinas contra a Febre Amarela, mas população não deve se preocupar

A doença, conforme a Saúde Pública de Guaxupé, está longe do Município, apesar de que há surtos em outras regiões
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Guaxupé não está entre as cidades com incidência de Febre Amarela. A informação foi transmitida nesta tarde de terça-feira, 31 de janeiro, pela equipe da Vigilância Epidemiológica da Prefeitura, onde a distribuição de vacinas ocorre normalmente, embora tenha havido um aumento na demanda, o que chegou a causar certo desconforto. Contudo, as autoridades garantem que não há motivo para preocupação, uma vez que a situação encontra-se controlada e as doses, aos poucos, vão sendo aplicadas no público-alvo.

A vacinação ocorre em cinco unidades de Saúde, para crianças com idades até 5 anos e adultos até 60 anos. Porém, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, via Regional de Alfenas, liberou apenas 10 mil doses ao Sul de Minas, das quais Guaxupé obteve acesso a 1.420: “Realizamos 562 vacinas nos últimos 5 dias e o quantitativo de 40 aplicações por dia, a partir de agora, é em função da disponibilidade que temos no estoque enquanto aguardamos o Governo do Estado enviar mais, pois estão priorizando a distribuição àquelas regiões onde foram constatadas mortes e de fato, a febre amarela”, disse a diretora de Saúde, Daniela Bettelli, com quem o Jornal falou nesta semana.

Um pedido extra de vacinas já foi feito, o que deve tranquilizar a população, a qual começa a fazer filas nas portas das unidades de Saúde, onde estão sendo distribuídas, diariamente, apenas as quarenta doses: “A vacina é um pozinho, que precisa ser diluído. Então, ela, depois de reconstituída, tem um prazo de validade de até 6 horas para ser usada, sendo que cada frasco corresponde a dez dozes. Assim, se uma pessoa chega à unidade às 15h, por exemplo, e toma uma dose, nós perderemos as demais. Por isto, cada dia uma de nossas cinco salas de vacinas, nas unidades, faz a vacinação”, explicou a coordenadora epidemiológica, Andréia Coelho, que divulgou a programação das vacinações como sendo às segundas e quartas-feiras no “Posto das Orquídeas”; também nas quartas-feiras no PSF do Bairro Carloni, para os adultos; às terças-feiras na “Saúde da Mulher”, que fica no Jardim Planalto; às quintas no Parque dos Municípios II; e às sextas-feiras no PSF da Vila Campanha.

Ainda com relação à incerteza popular, o enfermeiro Cláudio Inácio Corsi, responsável direto pela vacinação, adverte: “Guaxupé, o Sul de Minas e o Norte de São Paulo não são zona de risco! Não estamos com surto ou nenhum tipo de evidência da Febre Amarela, seja a Silvestre ou a urbana, que já foi erradicada na década de quarenta. Porém, estamos fazendo este trabalho junto à Regional de Alfenas, na rotina! Não se trata de campanha, intensificação, bloqueio! É apenas a rotina da vacinação da Febre Amarela”, explicou o profissional, que acrescentou: “Importante mencionar que boa parte das pessoas não sabe se tomou a primeira dose da vacina, pois perdeu seu cartão de vacinação. Estas, é bom lembrar, estão sendo vacinadas de novo, mas é importante que você leve seu cartão, a fim de ter todas as vacinas atualizadas”.

 

O QUE FAZER:

De acordo com Andreia Coelho, as pessoas não precisam se preocupar, pois toda a zona rural de Guaxupé está monotorada e está livre da Febre Amarela. Porém, é preciso tomar certos cuidados, semelhantes à dengue, no que diz respeito à zona urbana: “Com todas as doenças, precisa-se ter certos cuidados. A Febre Amarela é viral, transmitida por um mosquito, que fica nas matas e precisa picar uma pessoa doente e outra sã, para haver a transmissão. A Febre Amarela Silvestre, para haver a contaminação, precisa do macaco, que é o ‘reservatório’. Ou seja: o mosquito pica o macaco, que tem o vírus e este mesmo inseto atinge uma pessoa. Aí transmite-se a doença. Já no caso da ‘Urbana’, se fosse o caso, o Aedes aegypti seria o transmissor, o mesmo da dengue, da chicungunya e do Zica. Então, realmente, não está aqui, mas é preciso cuidar-se. Os cuidados são os mesmos que os da dengue, que é eliminar o criadouro, que é a água parada! Então, se, Deus me livre, ocorrer da Febre Amarela Silvestre sair da zona rural e ir para a cidade, aí, realmente, o Brasil está complicado, pois o Aedes está no País todo”, alertou a especialista.

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