Autor: Carlos Alberto - Data: 11/02/2026 18:34
A polêmica de um projeto de lei e a régua com que se mede o semelhante por aqui
Eu tenho fé em Jesus de que um dia as pessoas serão avaliadas por conta do caráter e não em função da cor da pele, o quanto têm no bolso, qual partido político apoiam ou sua orientação sexual. Sei que hoje parece utopia, pois o mais comum é ver um julgando o outro e, com certeza, sempre sem qualquer tipo de respeito, discernimento e razão (até porque o próprio Cristo é quem disse para não haver julgamentos entre nós, mortais).
É como diz o poeta Mano Brown: “São vermes e leões vivendo no mesmo ecossistema”. E nessa frase vejo que, de fato, há pessoas que não têm disposição para, sequer, falar mais alto com o próximo; mas há, lamentavelmente, aqueles que matam o semelhante e vão comer uma pizza! E, justamente por vivermos nessa “selva de animais desleais” é que precisamos criar instrumentos, normas, leis e regras para que este mundo siga em frente mesmo sendo torto, louco, desigual, mas caminhando.
E essa minha introdução tem como objetivo justificar o motivo pelo qual votei SIM na última segunda, dia 9, na Câmara Municipal, para que a “Associação Todas as Cores” fosse reconhecida de utilidade pública. Fui favorável porque o público LGBT está entre as camadas mais assassinadas no Brasil, pelo simples fato de existir! E com o reconhecimento de Utilidade, a entidade se fortaleceria mais nos propósitos de combater o preconceito, divulgar a importância do respeito, fortalecer as ações sociais que fazem – ainda que devessem fazer bem mais, na minha opinião!
Pertencente à raça negra que sou, sei o quanto é duro ser excluído só por existir, por ter a cor da pele preta e a origem de seus ancestrais africanos. Sei, no meu íntimo, que sou amado por Deus assim como é o branco, o amarelo, o vermelho e todos os filhos Dele. Mas sei também que boa parte de meus irmãos, aqui na Terra, não aceita as conquistas dos negros, pois continua achando que nosso povo nasceu para ser escravizado (mesmo porque, para falar a verdade, quantos vivem ainda na escravização do século XXI, sendo explorados no trabalho, vivendo nas periferias de forma miserável, não tendo os mesmos suporte e espaço que têm o branco, o rico, o hétero.
Mas, como tudo tem seu tempo, sigamos aqui no tempo da desumanidade, do preconceito exacerbado e do racismo estrutural sem fim. Um dia, e ele chegará, não será mais preciso criar leis, instrumentos ou entidades que defendam a comunidade LGBT, os negros, os pobres, os estrangeiros, os doentes e todos aqueles que não se encaixam no “padrão de gente” que a sociedade criou. Encerro aqui conforme comecei esse texto: dizendo que, para mim, a pessoa precisa ser medida pelo caráter e não por suas características físicas, a condição socioeconômica ou se é ou não homossexual.
Na condição de representante do povo no Legislativo de Guaxupé, estudo muito antes de tomar minhas decisões e, no caso do projeto em questão, votarei SIM todas as vezes que entender ser necessário defender a integridade, os direitos e a vida de qualquer filho de Deus que conviva com uma espada na cabeça o tempo todo! Para mim, o modelo de conduta precisa ser Jesus e foi na passagem Dele pela Terra que procurei algum momento em que o Rei da Glória excluiu a quem quer que seja. E até agora não encontrei nenhuma situação dessas! Só vi o Mestre Maior ensinar perdão, respeito, amor ao próximo, caridade, devotamento e abnegação a Deus. Enfim, Esse será sempre meu modelo de conduta, obviamente dentro de minhas limitações espirituais e essa vontade de evoluir que até dói de tão necessária que é! - AJUDE O jornal que lhe informa a todos os momentos: faça um PIX de qualquer valor para 11.086.919/0001-66. - CLIQUE AQUI e receba os conteúdos do JOGO SÉRIO em seu whatsapp. - NESSE LINK, você passa a seguir a nova fanpage/facebook Jornal JOGO SÉRIO. - A QUALQUER instante, acesse www.jornaljogoserio.com.br e fique muito bem informado.
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Redação: R. Dr. Joaquim Libânio, nº 532 - Centro - Guaxupé / MG.



