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Autor: Carlos Alberto - Data: 14/01/2022 10:41

Governador pede a suspensão da Bandeira Vermelha na conta de luz; em Guaxupé, consumidores acionarão a Justiça contra "escassez hídrica"

Ninguém está entendendo o motivo pelo qual a Cemig alega a necessidade de reajuste nas contas se a chuva não para há mais de um mês
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O governador Romeu Zema enviou, nesta quinta-feira, dia 13, ofício ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, solicitando a suspensão da “Bandeira Vermelha de Escassez Hídrica” nas contas de energia elétrica em Minas Gerais devido às fortes chuvas nas últimas semanas. O tema, conforme apurado pelo Jornal JOGO SÉRIO, tem provocado enorme insatisfação por parte dos consumidores, os quais questionam o argumento da Companhia, de "escassez hídrica" para aumentar o valor das contas dos mineiros. Isto, porque há mais de um mês chove praticamente todos os dias em boa parte do Estado, onde centenas de municípios, inclusive, apresentam estado de urgência por inundações, enchentes e outros problemas provocados pela incidência de chuvas.
“Quando a economia mineira ainda tentava se recuperar dos nefastos efeitos da pandemia de Covid-19, agravada pela severa crise fiscal que se abate sobre as finanças estaduais, fomos atingidos pela catástrofe causada pela chuva desproporcional dos últimos dias. A solidariedade com os mineiros é emergencial”, afirmou o Governador, o qual lembrou que, até o momento, já foram contabilizados a decretação da situação de emergência em 374 municípios, 26.492 desalojados, 4.047 desabrigados, 25 mortes diretamente relacionadas às chuvas, além de milhares de pessoas atingidas direta ou indiretamente pelas inundações.
O governador reconhece as características do Sistema Interligado Nacional (SIN) e sua governança. No entanto, para o chefe do Executivo, a manutenção da cobrança da aludida bandeira dos consumidores de Minas Gerais, neste momento, “significa subjugá-los a mais um sacrifício insuportável e desproporcional, quando colocado em perspectiva à realidade do restante do país”.

Bem-estar social: No documento Romeu Zema lembrou o ministro que, nas últimas décadas, o Estado de Minas Gerais esteve sujeito aos interesses da União em função dos reservatórios aqui localizados para atendimento a usinas e hidrovias localizadas em outras unidades da Federação, em detrimento do bem-estar social, econômico e ambiental local. “Ainda assim, apesar da equivocada gestão de recursos hídricos da qual Minas Gerais foi vítima, recentemente, sua população ainda se viu sujeita a arcar com a ‘Bandeira de Escassez Hídrica’ determinada pela Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (Creg) e levada a cabo pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)”, explicou.
Zema reforçou que a imediata suspensão da exigência, além de ser medida de justiça social e econômica, possui natureza humanitária e da qual a União não pode se desincumbir. “Temos milhares de pessoas desabrigadas e desalojadas nas regiões atingidas pelas chuvas que perderam suas casas e pertences. O momento é muito difícil”, afirmou o governador. (Fonte: Agência Minas).

 

 

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